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Américas

Em viagem à América Latina, papa Francisco fará missas em línguas indígenas

media La Paz (Bolívia) se prepara para receber o papa Francisco. REUTERS/David Mercado

O papa Francisco se prepara para começar uma viagem de oito dias a três dos países mais pobres da América Latina: Equador, Bolívia e Paraguai. Com o tour, o primeiro papa jesuíta e latino-americano da história dá mais um passo na aproximação da Igreja Católica das populações abandonadas do mundo.

A viagem de 5 a 13 de julho será a mais longa do papa argentino desde que ele assumiu o posto, em março de 2013. Será a primeira vez que Francisco irá como papa às nações hispânicas da América do Sul, e escolheu países marcados pelas desigualdades, a pobreza e a herança de regimes autoritários. Há dois anos, ele foi ao Brasil para participar da Jornada Mundial de Juventude, realizada no país.

Ao longo do percurso, o pontífice vai pronunciar 22 discursos e pegar sete aviões. No total, o trajeto latino-americano terá 24 mil quilômetros. Francisco visitará primeiro o Equador, de 6 a 8 de julho, depois vai à Bolívia e termina a viagem no Paraguai. Em cada um dos países, o pontífice permanecerá, em média, 48 horas.

"Quero levar a ternura e a carícia de Deus (...) aos que são vítimas desta cultura de descarte", declarou o papa em um vídeo, poucos dias antes de sua partida.

Reconciliação dos jesuítas com índios

A viagem também constitui um ato de reconciliação com a história colonial da região, marcada pelas missões jesuítas, fundadas no século XVII para evangelizar os índios guarani e outros povos da região. Ameaçada por novos movimentos religiosos protestantes no continente, a Igreja Católica espera contar com o fervor dos fiéis nas cinco missas campais previstas, com orações e cânticos em guarani, quéchua e amaira.

Cerca de 500 mil hóstias foram preparadas pelas carmelitas descalças do Paraguai para serem distribuídas na missa de despedida, que contará com a presença de mais de um milhão de peregrinos do Brasil, Argentina e Uruguai.

Protestos no Equador

Já na primeira escala, no Equador, o papa vai enfrentar uma onda de manifestações contra o presidente do país, Rafael Correa. O socialista tem sido alvo de ataques da oposição, de sindicatos de trabalhadores e indígenas, insatisfeitos com os cortes no orçamento do governo.

Ontem, duas manifestações, a favor e contra Correa, foram dispersadas pela polícia em Quito. O presidente acabou saindo na sacada do palácio presidencial para agradecer o apoio dos militantes pró-governo e disse que o país deveria estar mais sereno para receber a visita do papa.

Francisco tem reuniões marcadas com os presidentes Correa, Evo Morales (Bolívia) e Horacio Cartes (Paraguai), além de outros líderes da região, incluindo o de Honduras, Juan Orlando Hernández, e Haiti, Michel Martelly.

 

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