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Américas

Jeb Bush oficializa pré-candidatura às eleições presidenciais de 2016 nos EUA

media Ex-governador da Flórida anuncia intenção de disputar as eleições presidenciais nos EUA. REUTERS/Jim Young

Irmão e filho dos últimos dois presidentes republicanos dos Estados Unidos, Jeb Bush, de 62, oficializou nesta segunda-feira (15) sua candidatura às primárias presidenciais de 2016, em discurso em uma universidade em Miami (Flórida, sudeste dos EUA). "Sou candidato para presidente dos Estados Unidos", declarou Bush, diante de simpatizantes, garantindo que "vou entrar na disputa para ganhar".  

De acordo com Anne-Marie Capomaccio, correspondente da RFI em Washington, o ex-governador do Estado da Flórida demorou para anunciar sua candidatura angariando fundos para a campanha, "o que não parece ter trazido bons resultados para o republicano", avalia a jornalista.

Jeb Bush, de 62 anos, liderava as intenções de voto entre o eleitorado conservador até o início deste ano, mas ele viu sua evolução desacelerar com a chegada de dois jovens candidatos: o governador do Wisconsin, Scott Walker, e o senador da Flórida, Marco Rubio.

"É pela própria direita que Jeb Bush é atacado", descreve Capomaccio. Especialmente o posicionamento do candidato a favor da regularização dos imigrantes sem documentos nos Estados Unidos, possibilidade extremamente criticada pelos republicanos.

"Eu sou eu"

Casado há mais de 40 anos com a mexicana Columba Garnica Gallo, que conheceu quando foi estudar no México, aos 17 anos, não é por falta de motivos que a questão da imigração é sensível para Jeb Bush, ao contrário do que parecia ser para o pai e o irmão. Ou ainda parece ser. A própria esposa se revelou chocada pela forma como o patriarca Bush se referia aos três filhos de Jeb, que apelidou "carinhosamente" de "pequenos escurinhos".

Questionado sobre a ideologia contrária à dos dois precedentes Bush na presidência, o candidato já repetiu diversas vezes: "Eu amo meu pai e meu irmão, mas eu sou eu".

De fato, Jeb tenta se afastar da ideia da dinastia Bush na presidência e sobretudo da política de seu irmão. A reticência do candidato ao opinar sobre a invasão do Iraque em 2003 e o reconhecimento de que talvez os Estados Unidos não deveriam ter se engajado no conflito não foram bem vistos pela família e o eleitorado republicano.

Apesar da próxima amizade com o irmão, com quem sempre aparece sorrindo e abraçado na mídia, o caçula não parece hesitar em separar família de trabalho: até mesmo no logo de sua campanha "Jeb!" o candidato deixou de lado o sobrenome.

Reforma da educação

Outro problema da campanha do caçula da família é a defesa de uma reforma na educação, um projeto já rejeitado pelo Tea Party. Jeb promete a criação de um programa na Flórida que permitirá a ida de estudantes de famílias modestas a escolas privadas.

A educação, aliás, é uma questão prioritária para o republicano. Até o ano passado, ele dirigiu a Fundação Pela Excelência Educativa, onde promoveu uma melhora do ensino básico do país, até então considerado medíocre em relação a outros países desenvolvidos.

15 republicanos na corrida eleitoral

A corrida pelas primárias republicanas promete ser longa e incerta. Ao menos 15 candidatos conservadores devem entrar na briga. O que há de concreto até o momento sobre a candidatura de Jeb Bush é sua clara intenção de aumentar sua base eleitoral da direita até o centro ao invés de abraçar os mais radicais, a exemplo de seu pai e irmão.
 

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