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Américas

Eleitores do México vão às urnas em clima de violência e boicote

media Um homem queima material de campanha em Tixtla, no Estado de Guerrero, em 6 de junho Reuters/Jorge Dan Lopez

Neste domingo (7), os eleitores do México devem votar em eleições legislativas e municipais. A última semana da campanha eleitoral foi marcada por manifestações violentas e ameaças de boicote às urnas pelos Estados pobres do sul do país. Diversos candidatos foram assassinados.

 

O governo instalou em diversas cidades um forte dispositivo militar para assegurar o bom andamento das eleições, ameaçadas pelos professores mobilizados contra uma reforma da Educação. A medida foi tomada diante dos violentos protestos ocorridos nos Estados de Guerrero, Oaxaca e Chiapas, onde uma ala dissente de um sindicato de professores queimou milhares de cédulas de voto e saqueou várias sedes de partidos tradicionais.

As forças de ordem estão mobilizadas, principalmente em Oaxaca, onde os professores bloquearam o acesso aos depósitos de combustíveis, provocando uma verdadeira penúria nos postos de gasolina, antes de serem expulsos pelas autoridades.

Revolta e Educação

"Os mexicanos querem e têm o direito de votar em paz. O governo tomará todas as medidas necessárias para que a lei seja respeitada e esse direito, garantido", declarou Eduardo Sanchez, porta-voz do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.

O sindicato de professores CNTE está tentando obter a retirada da reforma da educação, projeto prioritário da presidência, que tem o objetivo de preencher as lacunas do sistema educativo do país. Outros professores denunciam a cumplicidade entre homens políticos e os cartéis da droga.

Durante a campanha eleitoral, ao menos quatro candidatos foram mortos, sendo três nos Estados de Guerrero (sul) et Michoacan, dominados pela violência dos narcotraficantes.

No sábado (6), oito pessoas morreram em Guerrero, um dos Estados mais violentos do México, em confrontos entre milícias. Mesmo nesse contexto sangrento, o governo confia que as eleições deste domingo se passarão bem e que os mexicanos elegerão 500 deputados, 9 governadores e cerca de 900 prefeitos.

Teste de popularidade

Estas eleições representam um teste para o presidente Peña Nieto, que está na metade do seu mandato, e para o seu Partido Revolucionário Institucional (PRI), que deve obter uma maioria parlamentar, apesar das manifestações e dos escândalos políticos.

Mas o panorama eleitoral não está tão "engessado" assim, e uma surpresa não está descartada. O candidato independente no Estado industrial de Nuevo Leon, Jaime "El Bronco" Rodriguez, atrai os eleitores que rejeitam os partidos tradicionais e pode obter a primeira cadeira de governador independente da história do México.

Imprensa francesa

O jornal francês Le Monde, em sua edição datada de domingo e segunda-feira (8) se interessou pelo escrutínio, destacando que o povo mexicano vai às urnas em plena guerra dos cartéis das drogas.

Com setenta incidentes violentos e mais de vinte mortos, entre eles, seis candidatos, esta é a campanha eleitoral mais sangrenta que o país testemunhou, constata Le Monde.

Lembrando que em Chilapa, no Estado de Guerrero, o candidato do partido do poder foi morto, o jornal explica que os apelos ao boicote à votação de domingo vêm se multiplicando. As estatísticas publicadas na reportagem são assustadoras: segundo as autoridades, 45 células criminosas, oriundas de nove cartéis do narcotráfico, operam atualmente em todo o território.

 

Masked men burned campaign materials seized from a car at a community checkpoint before it entered Tixtla, in the state of Guerrero June 6, 2015. Residents of Tixtla said that they began to search cars entering their community in order to seize campaign materials, ahead of elections on June 7. REUTERS/Jorge Dan Lopez

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