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Américas

A partir de 2016, 260 mil chilenos terão acesso à educação gratuita

media Estudante é preso pela tropa de choque chilena, do lado de fora da sede do Congresso em Valparaiso REUTERS/Carlos Vera TPX

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou nesta quinta-feira (21) que 260 mil estudantes pobres do país vão se beneficiar de ensino gratuito a partir do ano que vem. A reforma do sistema educacional chileno herdado da ditadura Pinochet, baseado no ensino privado e fator de desigualdade social, era uma das promessas de campanha da líder socialista.

Tentando superar a crise de confiança que atinge o governo, depois das denúncias de corrupção envolvendo seu filho e ministros, Bachelet anunciou a medida durante um longo discurso à nação, de quase duas horas, diante do Congresso reunido em Valparaíso. "Essa proposta", afirmou, "é coerente com o que propusemos e nós vamos continuar a progredir rumo à gratuidade universal".

Ao fim de seu mandato, em 2018, a presidente espera que 70% dos estudantes mais vulneráveis tenham acesso à educação gratuita. A expectativa é que a medida beneficie a totalidade dos pobres em 2020. Mas a classe estudantil, historicamente aguerrida no Chile, quer mais e mais rápido. A primeira parte da reforma, que acabou com a seleção dos estudantes e o lucro das escolas subvencionadas pelo Estado, foi aprovada em janeiro.

Protestos

Do lado de fora do Parlamento, 6 mil pessoas protestaram cobrando que reforma contemple um espectro maior de estudantes. A manifestação terminou em violência. Enfrentamentos entre policiais e manifestantes deixaram 20 feridos. Um estudante foi gravemente ferido na cabeça e 37 pessoas foram detidas.

Manifestações diante do Congresso em Valparaíso já haviam ocorrido na semana passada, quando milhares de jovens homenagearam dois estudantes da cidade, mortos em um protesto contra o modelo de reforma da educação.

 

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