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Américas

Cúpula entre Estados Unidos e países do golfo acontece sem presença do rei saudita

media Encontro em Washington do presidente americano Barack Obama e líderes Golfo. REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebe nesta quarta-feira (13) em Washington os dirigentes das monarquias do Golfo. A cúpula será aberta com um jantar de gala na Casa Branca, mas acontece sem a presença do rei Salman, da Arábia Saudita, que cancelou sua participação na última hora.

A Cúpula entre os Estados Unidos e Conselho de Cooperação do Golfo visa tranquilizar os países árabes sunitas. Obama vai dar garantias que, apesar das negociações sobre o controverso programa nuclear iraniano, os Estados Unidos vão continuar atentos às atividades desestabilizadoras e perigosas de Teerã.

No entanto, a cúpula não terá a participação de um convidado de peso: o rei Salman da Arábia Saudita que declinou em cima da hora o convite. O monarca saudita será substituído pelo príncipe herdeiro, Mohamed ben Nayef, e pelo ministro da Defesa e vice-príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman. Os dois representantes sauditas serão recebidos por Obama no Salão Oval da Casa Branca, antes do jantar da gala que abre a Cúpula esta noite. As discussões entre o presidente americano e os líderes dos países do Golfo continuam amanhã (14), em Camp David.

Trégua humanitária no Iêmen

O encontro em Washington acontece em um momento delicado no Oriente Médio. Ele será aberto poucas horas após o início da trégua humanitária no Iêmen que deve pôr fim a sete semanas de bombardeios aéreos conduzidos por uma coalizão árabe, liderada pela Arábia Saudita.

Essa trégua de cinco dias entrou em vigor às 23h de terça-feira (pelo horário local), mas combates foram registrados nas regiões sul e leste do país. Um general saudita afirmou que os rebeldes bombardearam um posto na fronteira entre os dois países, minutos depois do início do cessar-fogo.

A trégua visa permitir a entrada de ajuda humanitária à população iemenita, vítima dos combates. O Irã confirmou que pretende encaminhar diretamente ao porto de Aden um navio de ajuda humanitária, sem passar pela plataforma da ONU, como exigem os Estados Unidos.

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