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Américas

Presidente Hollande inaugura em Guadalupe memorial dedicado à escravidão

media Foto do Memorial ACTe, na Ilha da Guadalupe, inaugurado neste 10 de maio de 2015 pelo presidente François Hollande DR

Neste 10 de maio, data de comemoração do fim do tráfico negreiro e da abolição da escravidão na França, o presidente François Hollande inaugurou um memorial moderníssimo em Pointe-à-Pitre, na Guadalupe.A iniciativa gerou polêmicas.

O local escolhido para acolher o Memorial ACTe não poderia ser mais simbólico: uma antiga usina de açúcar onde eram praticados trabalhos forçados no século XIX.

Em presença de trinta dirigentes africanos e caribenhos, Hollande fez um discurso inflamado, dizendo que "a única dívida que deve ser paga aos descendentes dos escravos é fazer a humanidade avançar"; uma referência ao pedido de indenização feito à França por alguns descendentes.

Em seu discurso, Hollande também lembrou que "infelizmente a escravidão não é uma história do passado, como provam as ações do grupo islâmico Boko Haram na África. "O combate não terminou", disse o presidente ao desembarcar no Caribe.

O Memorial ACTe não é somente um memorial em lembrança do tráfico de negros entre África e Caribe, mas enfoca a escravidão de forma global, desde a Antiguidade até os dias de hoje.

Polêmicas

O Memorial ACTe, mesmo rodeado de boas intenções, também causa polêmica como observou o enviado especial da RFI ao Caribe, Florent Guignard. Um dos motivos vem da própria história: o memorial lembra que os africanos foram cúmplices do tráfico negreiro, uma ideia rejeitada nos meios separatistas da Guadalupe.

Outra questão que gerou muita discussão foi o custo da iniciativa, cerca de €85 milhões, mais de R$280 milhões. O investimento parece paradoxal para uma ilha com alto índice de desemprego e pobreza, que atingem principalmente os descendentes de escravos.

O Memorial ACTe abrirá as portas em 7 de julho deste ano.

 

 
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