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Américas

Em meio a críticas a Guantánamo, audiência de acusado por 11 de Setembro é adiada

media Prisioneiros em Guantánamo, na Ilha de Cuba. REUTERS

Uma audiência do acusado de ser o cérebro dos atentados de 11 de Setembro 2001, Khalid Sheikh Mohammed (KSM), prevista para esta segunda-feira (15), em Guantánamo, foi transferida para fevereiro. KSM é um dos nomes mencionados no relatório do senado americano sobre práticas de tortura pela CIA. Também nesta segunda-feira, o Papa Francisco e artistas ingleses se manifestaram sobre a prisão localizada em Cuba, criticada por supostas violações dos direitos humanos.

KMS, assim como outros acusados, deveria comparecer nesta segunda-feira a um tribunal militar, em Guantánamo, onde está preso, para uma audiência de dois dias. James Connel, advogado de um dos acusados, disse que tanto a defesa quanto os procuradores solicitaram postergar a audiência. Esta seria a primeira aparição pública dos presos desde que um relatório revelou detalhes sobre tortura nas prisões secretas da CIA para interrogar suspeitos de terrorismo – incluindo KMS.

Na segunda-feira, o Vaticano ofereceu ajuda aos Estados Unidos para fechar Guantánamo, promessa de Barack Obama que ainda está longe de ser concretizada - apesar do envio de seis presos ao Uruguai, ainda restam 136 no complexo carcerário. A oferta do Vaticano foi feita durante um encontro entre o Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, e seu par norte-americano, John Kerry.

O Vaticano se diz pronto a “encontrar soluções humanitárias adequadas” entre seus contatos internacionais, com o objetivo de encontrar lugar para os presos. A proposta segue orientação do Papa Francisco, que no último mês de outubro criticou o “populismo penal” dos governos, o que estaria na origem de prisões com práticas de tortura.

Celebridades inglesas contra Guantánamo

Entre os 136 encarcerados de Guantánamo, 67 estão livres de acusações e prontos para serem libertados, mas, segundo a justificativa oficial, o governo americano não consegue chegar a acordos diplomáticos para deportá-los. Dentre estes presos, 54 são do Yemen e não podem retornar por causa da situação política caótica do país. Outros países se recusam a receber ex-acusados de terrorismo. Ao mesmo tempo, o Congresso dos Estados Unidos não permite que estes presos sejam transferidos para solo americano.

Personalidades e artistas ingleses publicaram nesta segunda-feira no jornal Daily Mail uma carta apelando pela libertação do saudita Shaker Aamer, de 46 anos, cuja família vive em Londres. Ele está preso desde 2002, mesmo tendo sido considerado inocente em 2007. Entre os signatários do manifesto estão o fundador da banda Pink Floyd Roger Waters, a cantora Sophie Ellis-Bextor e o comediante Frankie Boyle, além de congressistas tanto do Partido Conservador quanto do Partido Trabalhista.
 

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