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Américas

Uruguai recebe neste domingo seis prisioneiros de Guantánamo

media Entrada da prisão de Guantanamo, em Cuba. Creative commons

Seis detentos de Guantánamo –quatro sírios, um palestino e um tunisiano– foram transferidos para o Uruguai neste domingo (7). No país, eles receberam um visto de refugiados. O acordo com o governo dos EUA se arrastava há vários meses. Ao ser eleito em 2008, o presidente Barack Obama havia prometido fechar a prisão.

Os seis homens detidos por mais de uma década na prisão militar norte-americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, chegaram ao Uruguai neste domingo (7) depois de terem viajado a bordo de um avião militar dos Estados Unidos, informou Myles Caggins, porta-voz do Pentágono. No total, 19 prisioneiros deixaram a prisão e foram transferidos para outros países desde o começo deste ano.

Desde a transformação da base militar em prisão para suspeitos de terrorismo há 13 anos, 779 pessoas já passaram por Guantánamo. Atualmente, 136 continuam detidos. A maioria deles nunca foi nem indiciado nem julgado.

Apesar da promessa de Barack Obama de fechar o complexo, o coronel David Heath, responsável pela prisão, disse que é “irrealista” encerrar as atividades de Guantánamo no prazo de dois anos. O governo americano, porém, tenta acelerar o processo de libertação dos presos considerados “transferíveis”.

“Agradecemos profundamente ao Uruguai por essa ação humanitária importante e ao presidente José Mujica por oferecer asilo a esses indivíduos que não podem entrar nos seus próprios países”, declarou Cliff Sloan, responsável do Departamento de Estado dos EUA pelo processo de fechamento de Guantánamo.

Greve de fome

Entre os seis homens que embarcaram para o Uruguai, está o sírio Jihad Diyab que fez uma greve de fome e havia pedido a um juiz em Washington que as autoridades em Guantánamo não o forçassem a se alimentar.

Os outros sírios enviados ao Uruguai são Ali Husain Shaaban, de 32 anos, Ahmed Adnan Ajuri, de 37, e Abdelahdi Faraj, de 39. Também foram libertados o palestino Mohammed Abdullah Taha Mattan, de 35 anos e o tunisiano Adel bin Muhammad El Ouerghi, de 49.

No mês passado, outros sete detentos de Guantánamo foram transferidos: três para a Geórgia, dois para a Eslováquia, um para a Arábia Saudita e um para o Kuwait.

 

 

 

 

 

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