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Américas

Dilma cobra empenho para evitar que pobres paguem pelo aquecimento global

media A presidente Dilma Rousseff discursou nesta terça-feira (23) na Cúpula do Clima, na sede da ONU, em Nova York. REUTERS/Mike Segar

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (23) as políticas executadas por seu governo para enfrentar o aquecimento global e exigiu mais empenho da comunidade internacional para evitar que os pobres continuem pagando um preço alto pelas catástrofes naturais relacionadas com as mudanças climáticas. A presidente discursou em uma das três plenárias simultâneas da Cúpula do Clima, realizada na sede das Nações Unidas em Nova York.

Logo no início de seu discurso, a presidente brasileira defendeu "a adoção coletiva de medidas justas, ambiciosas e equilibradas" para enfrentar o aquecimento global. Dilma frisou que as metas de redução de gases poluentes requerem "equidade" no acordo global que deverá ser anunciado na conferência de Paris, em 2015. "As responsabilidades são comuns, mas devem ser diferenciadas", disse Dilma.

"O Brasil não anuncia promessas, mas apresenta resultados. Nós reduzimos a pobreza e temos protegido o meio ambiente", afirmou. "Nos últimos anos, o desmatamento no país foi reduzido em 79%", declarou a presidente, acrescentando que o Brasil está cumprindo seu compromisso com uma redução de "36 a 39% das emissões de gases de efeito estufa até 2020". Essa meta foi apresentada pelo governo brasileiro na conferência de Copenhague, em 2010.

Ações não se limitam à Amazônia

As ações do Brasil "não se limitam à Amazônia", destacou a presidente, explicando que seu governo coopera com os vizinhos da bacia amazônica, no controle e monitoramento do desmatamento, e também com países da Bacia do Congo na África, com o mesmo objetivo.

Dilma defendeu as técnicas de baixo carbono na agricultura, dizendo que elas reduzem as emissões de gases poluentes e elevam a produtividade do setor agrícola. "As práticas agroecológicas ajudam a reduzir a pobreza no campo", segundo a presidente. Ela enfatizou que não há contradição entre produção agrícola e proteção ao meio ambiente. "É preciso reverter a lógica de que o combate às mudanças climáticas é danoso para o crescimento da economia", insistiu.

A presidente encerrou seu discurso afirmando que os países em desenvolvimento têm o mesmo direito ao bem-estar que as nações avançadas. "Estamos provando que um modelo socialmente justo e ambientalmente sustentável é possível", concluiu a presidente.

"Novo rumo"

Na abertura da cúpula, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos líderes mundiais para estabelecer um "novo rumo" ante os perigos do aquecimento global.

"A mudança climática é a questão crucial de nossa era. Está definindo nosso presente. Nossa resposta definirá nosso futuro", afirmou Ban. O encontro, com a participação de 120 chefes de Estado e de governo, deve anunciar compromissos que facilitem a conclusão de um acordo global na grande conferência de Paris, em 2015.

Ativistas consideram a reunião em Nova York um ponto de inflexão na luta contra o aquecimento global. No domingo, quase 600 mil pessoas saíram às ruas em várias cidades do mundo para reivindicar medidas concretas dos governos.

Brasil excluído

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que o Brasil não vai endossar uma iniciativa global antidesmatamento que deve ser anunciada na Cúpula do Clima da ONU.

Segundo a ministra, o Brasil “não foi convidado a se engajar no processo de preparação” da declaração, apesar dos esforços realizados para diminuir o desmatamento. A ministra explicou que recebeu uma cópia do texto da ONU. A organização pediu a ela para aprová-lo, sem a permissão de sugerir qualquer alteração.

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