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Américas

Médicos venezuelanos alertam para crise humanitária no país

media Fila em um supermercado de Caracas ontem. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Diante de uma grave crise de falta de medicamentos e de sucateamento dos equipamentos médicos, a Associação Venezuelana de Clínicas e Hospitais pediu ao governo do país que declare situação de emergência humanitária. Sem recursos até mesmo para anestésicos, cerca de 6 mil venezuelanos esperam atualmente por uma cirurgia.

Em entrevista à RFI, Paula Vasquez, antropóloga venezuelana da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS) em Paris, confirma o diagnóstico dos médicos. Segundo ela, existe uma grande crise humanitária em curso no país. “As crianças estão crescendo sem leite. As famílias precisam se submeter a seis horas de fila para conseguir leite em pó. Não existe leite fresco. Há uma geração de crianças venezuelanas que vai passar seis meses ou até um ano de sua vida sem leite”, afirma a pesquisadora.

A penúria atinge também outras mercadorias básicas como o óleo de cozinha. “O mundo todo se divertiu com a crise do papel higiênico. Aquilo foi grave, mas bem mais grave é a falta de alimentos de primeira necessidade”, completa Vasquez.

A Venezuela precisa importar 90% de seus equipamentos de saúde, mas o estrito controle sobre o câmbio que existe no país paralisa as importações. Há falta de remédios para doenças como diabetes e epilepsia.

Os profissionais da saúde reivindicam principalmente anestésicos, luvas, soro e material para realizar suturas. Na segunda-feira, o ministro da Saúde, Francisco Armada, reconheceu que há “falhas” na distribuição de alguns medicamentos. As empresas importadoras estimam que a escassez chegue a 60% entre os medicamentos e 85% para os materiais médicos.
 

 
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