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Américas

América Latina e Egito pedem cessar-fogo na Faixa de Gaza

media Ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza é a mais violenta deste 2012. REUTERS/Amir Cohen

O Egito pediu um cessar-fogo entre israelenses e palestinos após uma reunião, nesta segunda-feira (14), no Cairo, com os ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe. O mesmo pedido foi feito por vários países latino-americanos, que condenaram a violência da ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. Mais de 180 pessoas morreram do lado palestino desde a intensificação dos ataques, há uma semana.

Após uma reunião de urgência organizada com os representantes da diplomacia da Liga Árabe, as autoridades egípcias pediram o cessar-fogo na Faixa de Gaza a partir desta terça-feira (15), 6h da manhã no horário local. O Egito propõe receber as delegações palestinas e israelenses para abrir as discussões 48 horas após o início da trégua. O anúncio é feito na véspera da chega do secretário de Estado norte-americano John Kerry no Cairo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que vai reunir seus conselheiros na manhã de terça-feira para discutir a proposta egípcia.

América Latina critica posição israelense

Vários países da América Latina condenaram a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e também pediram um cessar-fogo. O ministério mexicano das Relações Exteriores exprimiu sua preocupação em um comunicado e pediu a proteção dos civis atingidos por bombardeios na região. O México condenou o uso da força e a operação militar.

Na semana passada o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, também havia denunciado a violência na Faixa de Gaza e chamou a ofensiva de “guerra de exterminação” contra o povo palestino. Em Cuba as autoridades pediram que “a comunidade internacional exija que Israel cesse a escalada de violência”. Já o ministério das Relações Exteriores do Uruguai condenou a “resposta desproporcional” dos israelenses aos tiros lançados pelos palestinos.

O Equador “condenou com energia todos os atos de violência” na região e pediu “o fim imediato das hostilidades”. Mesmo tom do lado da Bolívia, onde o presidente Evo Morales pediu no domingo que as Nações Unidas abram um processo de “crime contra a humanidade”.

O Brasil não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o tema.

O ofensiva militar de Israel começou após o sequestro e o assassinato, no mês de junho, de três estudantes israelenses. Em apenas uma semana de ataques, mais de 180 palestinos morreram e cerca de 1300 pessoas ficaram feridas. Essa já está sendo vista como o pior onda de violência na Faixa de Gaza desde os confrontos de novembro de 2012. 

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