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Américas

Brasil pode ajudar a Venezuela a resolver crise

media Cenas de guerrilha urbana na praça Altamira, em Caracas, durante protesto antigoverno nesta quinta-feira. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Após uma breve visita a Caracas, Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidência do Brasil para Assuntos Internacionais, encontrou-se com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e manifestou a disponibilidade do governo brasileiro em ajudar o país bolivariano a solucionar a crise na qual está imerso há quase um mês.

Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas

Garcia representou a presidente Dilma Rousseff nas homenagens a Hugo Chávez, que faleceu há um ano. Nesta quinta-feira (6), ele conversou com Maduro por cerca de 40 minutos sobre a situação do país. Garcia considera que a Venezuela já enfrentou situações mais delicadas que as manifestações atuais em 2002, quando o então presidente Chávez sofreu um golpe de Estado.

De acordo com Garcia, a única instância internacional que Maduro disse aceitar, caso seja necessária uma mediação, é a Unasul (União de Nações Sul-Americanas). Horas mais tarde, Maduro confirmou esta determinação e formalizou o pedido ao presidente do Suriname, Desiré Bouterse, que também preside a Unasul, para que seja convocado o Conselho Presidencial do grupo para expor a delicada situação da Venezuela. A data da reunião ainda será definida.

O presidente venezuelano rejeita taxativamente que a crise local seja mediada por outros blocos. Este foi o motivo da ruptura diplomática com o Panamá, cujo presidente, Ricardo Martinelli, havia defendido uma sessão na Organização de Estados Americanos (OEA), sediada em Washington.

A OEA fez ontem uma longa sessão extraordinária, a portas fechadas, para avaliar a violência na Venezuela. Os diplomatas da organização ficaram reunidos durante dez horas. Ficou definido que a organização pedirá o diálogo e o fim da violência no país, sem, no entanto, convocar os chanceleres para uma reunião. Por falta de acordo para intervir na crise venezuelana, a sessão foi suspensa quando já era madrugada e será retomada nesta sexta-feira (7).

Mais duas mortes em protestos

Os protestos antigoverno fizeram mais duas vítimas fatais, um policial e um civil, nesta quinta-feira, em Caracas. Com isso, subiu para 20 o número de mortos desde o início das manifestações, há cerca de um mês.

A ONU solicitou ao governo venezuelano uma investigação sobre a violência contra manifestantes de oposição e jornalistas, além de exigir a libertação de manifestantes detidos sem justificativa.

Oposição pressiona por posicionamento do Brasil

A deputada opositora Maria Corina Machado, que, junto com líder político Leopoldo López defende a saída de Maduro da presidência, organizou uma manifestação na tarde de ontem na frente da Embaixada do Brasil em Caracas. Maria Corina pede que o governo brasileiro se posicione em relação à situação da Venezuela e afirmou que este tipo de ato será realizado nas embaixadas do Brasil em todo o mundo.

A deputada foi recebida pelo diplomata brasileiro Rafael de Mello Vidal, a quem entregou uma mensagem destinada à presidente Dilma Rousseff. Maria Corina destacou a influência que o Brasil tem na América Latina e pediu que o governo brasileiro seja coerente com as práticas em defesa dos direitos humanos.

Até o momento, o Brasil emitiu opiniões sobre a Venezuela através de documentos firmados em conjunto com os demais representantes de blocos regionais, entre eles o Mercosul. A forma tímida como a presidente Dilma tem abordado a crise na Venezuela é criticada por especialistas internacionais.

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