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Américas

Michelle Bachelet é eleita com folga no Chile

media A socialista Michelle Bachelet vence o segundo turno das eleições presidenciais no Chile. REUTERS/Maglio Perez

A socialista Michelle Bachelet volta à presidência do Chile com promessas de mudanças profundas na sociedade e na política chilena. Com 99,97% dos votos apurados, Bachelet venceu o segundo turno da eleição presidencial disputada neste domingo com 62,1% dos votos contra 37,8% da representante governista Evelyn Matthei.

Os resultados parciais, mas considerados irreversíveis, indicaram neste domingo à noite a vitória de Michelle Bachelet. Com uma liderança confortável, a socialista chegou a ter 60% dos votos ante a sua adversária governista Evelyn Matthei. Matthei imediatamente reconheceu a derrota e saudou a nova presidente. "Está claro. Ela ganhou. Vou pessoalmente visitá-la », declarou. Essa foi a primeira vez na história da América Latina que duas mulheres chegaram ao segundo turno de uma eleição presidencial.

Com o resultado deste domingo, Michelle Bachelet, 62, chegou mais uma vez à presidência do Chile. Em 2006, ela foi a primeira mulher eleita para chefiar o país. Ela terminou seu mandato quatro anos depois com alto índice de popularidade, mas não pôde se candidatar à reeleição porque o sistema é proibido pela Constituição chilena.

Abstenção

Esse pleito presidencial foi o primeiro com voto facultativo. Até 2011, os chilenos eram obrigados a votar. Nesses primeiros passos após essa mudança no mecanismo eleitoral, os chilenos se mostram pouco entusiasmados pelaa política. No primeiro turno, a taxa de abstenção atingiu 50%.

Para as eleições deste domingo, 13 milhões de chilenos foram chamados às urnas. Mas, ao longo do dia, algumas seções eleitorais ficaram praticamente desertas. Para muitos eleitores, o favoritismo de Bachelet foi um dos fatores para ficar em casa. "Hoje, não votei porque já tinha votado no primeiro turno. Para que votar duas vezes se é Michelle que vai ganhar?”, perguntou o eleitor Gustavo Huerta, 60, à agência AFP.

Trajetória

A candidata derrotada Evelyn Mathei e Michelle Bachelet têm trajetórias semalhantes. Ambas são filhas de generais da aeronáutica e colegas de infância. Mas o golpe de Estado que derrubou o presidente chileno Salvador Allende m 1973 mudou a história das duas mulheres.

O pai de Michelle Bachelet, Alberto Bachelet, permaneceu fiel ao presidente deposto. Por esse motivo, foi torturado e morto pelos golpistas. Michelle também foi detida e torturada pela ditadura militar. Já o pai de Evelyn, Fernando
Matthei, passou a integrar a junta militar.

Ao final do seu mandato em 2010, Michelle Bachelet assumiu a direção da agência das Nações Unidas ONU-Mulheres. Além da carreira política, Bachelet também é pediatra.

 

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