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Américas

NSA espiona servidores do Google e do Yahoo!, diz jornal americano

media Novas revelações mostram que a NSA teve acesso a servidores do Google e do Yahoo. REUTERS/Pawel Kopczynski

Novas revelações publicadas pelo jornal americano Washington Post na noite de quarta-feira afirmam que a NSA, Agência americana de Segurança Nacional, em cooperação com os serviços secretos britânicos, interceptou centenas de milhões de usuários do Google e do Yahoo!, incluindo as contas de cidadãos americanos.

Esses dados teriam sido coletados a partir de servidores estrangeiros para contornar a lei americana que exige uma autorização para esse tipo de procedimento. As informações sobre a operação batizada de "Muscular" foram reveladas pelo ex-consultor da NSA, Edward Snowden.

Em resposta, o chefe do departamento jurídico do Google, David Drummond, declarou em um comunicado estar indignado pela amplitude da ação do governo americano, que interceptou dados de sua rede privada em fibra ótica, "revelando a necessidade de uma reforma urgente". "Nós instalamos centros de controle muito rígidos para garantir a segurança dos nossos centros de hospedagem de dados e nós não permitimos o acesso a esses centros, nem a NSA, nem a nenhuma outra agência governamental", sublinhou o Yahoo! em um comunicado.

Segundo a publicação com sede na capital americana, que também entrevistou responsáveis do programa, a operação é parte do programa PRISM que permite a agência obter dados através de empresas de tecnologias. Um documento do 30 de janeiro deste ano mostra que 181 milhões de elementos, incluindo metadados de emails, texto, áudio e vídeo, foram coletados em um espaço de 30 dias.

Já a edição do semanal italiano Panorama publicada nesta quinta-feira, denuncia que o Vaticano e o próprio Papa foram alvo da vigilância direta por parte dos Estados Unidos. Ao menos 46 milhões de ligações teriam sido espionadas em toda Itália, segundo a revista. O diretor da agência americana, Keith Alexander, desmentiu a participação da NSA nessa operação e também na interceptação de 70 milhões de ligações telefônicas na França e de outras 60 milhões na Espanha, durante apenas um mês, reveladas respectivamente pelos jornais locais Le Monde e El Mundo.

Europeus e Americanos trocaram acusações sobre o escândalo da espionagem ao longo da quarta-feira. Um delegação de altos funcionários alemães está atualmente em Washington para obter explicações sobre a ação da vigilância americana, que também teve como alvo o telefone celular da chanceler alemã, Angela Merkel. A NSA afirma ter contado com a colaboração de serviços secretos europeus na coleta de dados e garante que seu diretor está disposto a sentar com os líderes do bloco para discutir as bases de uma cooperação em cybersegurança.

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