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Américas

Sonda que passou fronteira do sistema solar deve funcionar até 2025

media Júpiter, fotografada pela sonda Voyager 1 em 1979. (Photo by: Universal History Archive/UIG via Getty Images)

A sonda americana Voyager 1, lançada em 1977, deixou o sistema solar, se tornando o primeiro objeto construído pelo homem a atingir o espaço sideral. De acordo com os dados publicados pela revista Science e confirmados pela NASA, a sonda deixou o sistema solar em agosto de 2012.
 

“Agora que temos os novos dados, acreditamos que a humanidade deu um passo histórico ao entrar no espaço interestelar”, comemorou Ed Stone, responsável científico da missão do Instituto Tecnológico da Califórnia.

"(A sonda) Voyager abre uma nova era de exploração”, acrescentou.

Para os astrofísicos, a sonda, que se encontra atualmente a cerca de 21 bilhões de quilômetros do Sol, deixou a heliopausa, a região fronteiriça do sistema solar, para entrar no frio e na escuridão do espaço sideral no dia 25 de agosto de 2012.

A certeza de que a Voyager deixou o sistema solar foi obtida com a análise da densidade do ambiente por onde a sonda se deslocou, que é mais elevada do que a que existe em torno da Terra e de outros planetas do sistema solar.

Os astrofísicos puderam avaliar indiretamente, através de medidas de ondas transmitidas pela sonda. A freqüência está diretamente vinculada com a densidade

O espaço sideral é feito de gás, o plasma galáctico, mas não se pode visualizá-lo. Pela primeira vez uma sonda vai poder explorar esse ambiente. Os cientistas vão poder comparar tudo o que já foi deduzido anteriormente através das observações diretas do gás galáctico. Para a física, será importante para analisar as interações entre as estrelas e os gases dentro das galáxias.

O programa de exploração Voyager tinha como objetivo o estudo dos planetas do sistema solar. As sondas Voyager 1 e 2 já passaram por Júpiter, Saturno, Urânio, Netuno além das 48 luas de cada um desses planetas. Os dados coletados pelos 9 instrumentos a bordo de cada sonda fazem desta missão a mais bem sucedida de toda a história espacial.

O tempo de vida das duas sondas do programa Voyager, lançadas em 1977 com um mês de intervalo em direções opostas e que avançam a uma velocidade de 55 mil quilômetros por hora, não deveria ultrapassar 5 anos, mas elas continuam funcionando normalmente. As câmeras instaladas nas sondas foram desligadas em 1990 para economizar a bateria de plutônio que deve expirar por volta do ano 2020.

E se todos os instrumentos da sonda Voyager 1 não fucionarem mais, outra sonda do projeto, a Voyager 2, totalmente operacional, deverá também deixar o sistema solar dentro de 3 anos.

Os responsáveis da missão estimam que certos instrumentos poderão continuar funcionando até pelo menos 2020. Mas a partir do ano que vem, o instrumento ultravioleta a bordo da Voyager 1 será desligado a partir do solo para ecnomizar energia para os outros instrumentos.

Depois, por volta de 2020, os engenheiros desligarão os equipamentos um por um para manter a sonda com vida, até que o último detector seja apagado, por volta de 2025.
 

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