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Américas

Em apoio a Morales, líderes da Unasul exigem desculpas públicas dos europeus

media O presidente boliviano Evo Morales e o vice-presidente Alvaro Garcia Linera cantam o hino boliviano, nesta terça-feira ©Reuters.

Os líderes sul-americanos se reuniram neste quinta-feira em caráter de urgência na Bolívia para decidir qual será a reação conjunta à retenção do avião de Evo Morales no início da semana na Europa, acusado, por engano, de ter a bordo o ex-agente americano Edward Snowden. Os países decidiram exigir desculpas públicas de países europeus que fecharam seus espaços aéreos à passagem do presidente boliviano.

"Não posso entender que alguns países da Europa sejam tão submissos aos Estados Unidos. É uma vergonha!", disse Evo Morales durante o encontro, que reuniu alguns dos líderes da regiõa. O presidente boliviano afirmou que poderá fechar a embaixada americana em La Paz. Segundo ele, os Estados Unidos pressionaram a França, a Itália, Portugal e Espanha. Os quatro países proibiram temporariamente que o avião de Morales sobrevoasse seu território, sob o pretexto de ter  Edward Snowden a bordo.

O ex-agente da CIA, a agência de inteligência americana, continua no aeroporto de Moscou. Em junho, ele revelou a existência de dois programas de rastreamento eletrônico nos EUA, o que levou o presidente Barack Obama a confirmar o acesso do governo aos dados dos servidores de empresas como Google, Microsoft, Facebook, entre outras. O caso lançou um polêmico debate mundial sobre o direito à privacidade na Internet.

Na reunião de ontem, Morales recebeu os dirigentes da Argentina, Equador, Uruguai, Venezuela e Suriname para discutir o incidente em uma Cúpula da Unasur em Cochabamba. Em documento divulgado ao final do encontro, eles exigem que França, Espanha, Itália e Portugal peçam desculpas ao governo boliviano. O presidente venezuelano Nicolas Maduro, que não poupa críticas a Washington, afirma que o ministro de um desses quatro países europeus revelou que foi a CIA quem ordenou o fechamento do espaço aereo.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que está fora do continente, também mandou uma mensagem de solidariedade com Evo Morales, mas insistiu na necessidade de evitar uma crise entre a América Latina e os Estados Unidos.Nesta quinta-feira os países do Mercosul expressaram sua indignação com o incidente e o consideraram uma "grave ofensa" ao bloco regional, segundo um comunicado. Em nota, a presidente Dilma Rousseff se disse "indignada" com o constrangimento imposto a Evo Morales.
 

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