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Américas

Líderes mundiais lamentam a morte de Hugo Chávez

media Poster de Hugo Chávez na frente do Hospital Militar de Caracas, onde o presidente estava internado desde 25 de fevereiro de 2013. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Líderes de todo o mundo lamentam a morte do presidente venezuelano Hugo Chávez, anunciada ontem, 5 de março de 2013. Aliados, como o boliviano Evo Morales, chegaram a chorar. O iraniano Ahmadinejad disse que Chávez “morreu de uma doença suspeita”. Já parlamentares republicanos americanos comemoraram a morte do presidente venezuelano.

No palácio presidencial de La Paz, o líder boliviano Evo Morales afirmou, quase chorando, que estava arrasado com a morte de Chávez. Já o colombiano Juan Manuel Santos, exprimiu sua "profunda tristeza" e lembrou que o apoio de Chávez foi muito importante para o processo de paz com a guerrilha das Farc.

Em uma carta publicada no site da presidência iraniana, Mahmud Ahmadinejad afirmou que Hugo Chávez morreu "de uma doença suspeita". O presidente do Irã diz que Chávez "é um mártir por ter servido seu povo e protegido os valores humanistas e revolucionários".

O presidente russo Vladimir Putin disse hoje que o líder venezuelano era "um homem fora do comum e forte, que olhava para o futuro e era sempre muito exigente consigo mesmo". Ele disse ainda que graças a Chávez a Venezuela e a Rússia puderam construir uma parceria com projetos humanitários e econômicos.

O movimento palestino Fatah lamentou a morte de um amigo "leal" da Palestina.

Reação francesa

François Hollande disse hoje que Chávez marcou profundamente a história de seu país e apresentou suas condolências ao povo da Venezuela. O presidente francês avaliou que nem todo mundo concordava com o temperamento e as orientações políticas de Chávez, mas que ele tinha "uma vontade inegável de lugar pela justiça e o desenvolvimento".

Ban Ki Moon, secretário-geral da ONU, disse que o presidente venezuelano havia se esforçado para responder às aspirações das pessoas mais vulneráveis de seu país.

Em Hollywood, o diretor Oliver Stone, partidário de Chávez há muito tempo, e o ator Sean Penn, conhecido por seu engajamento político, também homenagearam o líder venezuelano.

Vozes discordantes

As vozes discordantes nesse coro de homenagens a Chávez vieram do Congresso americano, onde muitos parlamentares republicanos comemoraram a morte dele. "Hugo Chávez era um tirano que forçava os venezuelanos a viverem com medo. Sua morte prejudica a aliança dos dirigentes esquerdistas antiamericanos na América do Sul, disse Ed Royce, o presidente da comissão das Relações Exteriores.

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