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Américas

Mais um general americano implicado no escândalo Petreaus

media O comandante norte-americano da OTAN no Afeganistão, John Allen (foto), também está sendo investigado no escândalo envolvendo o ex-diretor da CIA, David Petraeus. REUTERS/Mohammad Ismail/Files

O comandante das forças aliadas no Afeganistão, o general americano John Allen, está sendo investigado por ter enviado "mensagens inapropriadas" a uma mulher implicada no escândalo que provocou a demissão do diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), David Petraeus. O presidente Barack Obama suspendeu hoje a nomeação de Allen ao cargo de comandante supremo da Otan até o fim da investigação.

Ex-comandante das forças americanas no Iraque e no Afeganistão, o general Petraeus dirigia a CIA desde setembro de 2011. Ele entregou sua demissão ao presidente Barack Obama na última sexta-feira, justificando o ato por uma relação extraconjugal com Paula Broadwell, co-autora de sua biografia "All In", publicada no início do ano. 

Esse caso foi descoberto por acaso por investigadores do FBI acionados por uma amiga da família Petraeus, Jill Kelley, que se dizia vítima de ameaças por email. A investigação revelou que essas mensagens haviam sido escritas por Paula Broadwell.

Segundo uma autoridade da Defesa americana que se pronunciou de forma anônima, o FBI encontrou entre 20 mil e 30 mil páginas de mensagens, em sua maior parte emails, trocadas entre 2010 e 2012 por John Allen e Jill Kelley.

Em um comunicado transmitido aos jornalistas presentes a bordo de um avião militar viajando em direção à Austrália, o secretário de Estado americano Leon Panetta informa ter pedido que a nomeação de Allen ao posto de comandante supremo das forças da Otan na Europa seja adiada e que o presidente Barack Obama concordou. 

"Enquanto a investigação estiver sendo realizada, o general Allen permanecerá comanante" da Força internacional de assistência a segurança (Isaf) no Afeganistão, um cargo que ele ocupa desde julho de 2011, especificou Panetta. 

Allen, que se encontra atualmente em Washington e nega ter cometido qualquer ato ilegal, deveria inicialmente ter sua nomeação confirmada pelo Senado nesta quinta-feira em seu novo cargo como comandnte das forças da Otan na Europa. 

Pelo momento nada indica que David Petraeus tenha infringido as regras da CIA sobre a vida privada de seus funcionários. A agência não tem nenhuma regra global proibindo as relações extraconjugais, a não ser que se tratem de casos com agentes estrangeiros considerados suscetíveis de provocarem problemas para a segurança de agentes americanos. 

Na quarta-feira parlamentares americanos vão ter uma conversa a portas fechadas com oficiais da CIA e do FBI para saber, entre outras coisas, por que o caso demorou para ser comunicado. Eles exigem mais informações sobre a investigação do FBI.

Ontem, segundo a imprensa americana, dezenas de agentes do FBI foram à casa da ex-amante de Petraeus, na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, tiraram fotos no local e saíram de lá com várias caixas. Ela não estava em casa durante a operação policial.

Atentado na Líbia

Nesta semana estão agendadas audiências na Câmara dos Representantes e no Senado sobre o ataque terrorista à embaixada americana em Benghazi, na Líbia, que matou o embaixador Chris Stevens e outros três oficiais americanos. David Petraeus deveria depor na quinta-feira, mas depois que pediu demissão ainda não é certo se ele vai comparecer.

Certos parlamentares republicanos se questionam sobre a coincidência entre a demissão de Petraeus e o início das audiências no Congresso sobre o ataque contra o consulado americano no dia 11 de setembro em Benghazi.

Esse ataque alimenta polêmicas há dois meses e o debate se concentra agora na reação da CIA ao atentado. Algumas declarações feitas em Denver no final de outubro por Paula Broadwell podem relançar as especulações sobre o que o diretor da CIA sabia e o que ele pode ter contado para sua amante. 

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