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Américas

Ex-presidente argentino Fernando de la Rúa é julgado por corrupção

media Ex-presidente da Argentina, Fernando de la Rúa, começou a ser julgado na terça-feira. REUTERS/Centro Informacion Judicial/Handout

Fernando de la Rúa, que dirigiu a Argentina de 1999 a 2001, é acusado de ter subornado parlamentares da oposição há 12 anos. Ele começou a ser julgado por corrupção nesta terça-feira, 14 de agosto, em Buenos Aires, juntamente com outras seis pessoas. De la Rúa renunciou em 2001 após um grave crise e uma revolta popular que deixou cerca de 30 mortos.

Este é o mais importante julgamento por corrupção da história da Argentina. O ex-presidente Fernando de la Rúa é acusado de corrupção ativa agravada e desvio de dinheiro público. Ele pode ser condenado a até dez anos de prisão. Também estão no banco dos réus dois ex-integrantes do governo de la Rúa e 4 ex-senadores, entre eles Mario Pontaquarto que revelou o escândalo.

Segundo ele, o ex-presidente subornou senadores da oposição para que votassem a favor de uma lei de flexibilização do mercado de trabalho exigida pelo Fundo Monetário Internacional como condição para manter sua ajuda financeira à Argentina, em 2000. Mais de cinco milhões de dólares foram gastos em subornos. Entre as quase 400 testemunhas, estão a atual presidente Cristina Kirchner, na época senadora da oposição e que votou contra o projeto de lei.

O escândalo provocou a demissão do então vice-presidente Carlos Alvarez e foi o estopim para uma grave crise institucional, política e econômica que culminou com a renúncia de Fernando de la Rua, em 2001. Ele foi pressionado a deixar o poder por uma revolta popular que fez cerca de 30 mortos. O ex-presidente, hoje com 74 anos, nega as acusações e estava tranquilo no primeiro dia do julgamento. O processo em Buenos Aires deve durar entre 6 a 8 meses.

 
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