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Américas

Dilma recebe carta de blogueira a uma semana de visita a Cuba

media A blogueira cubana Yoani Sanchez. Wikipedia

A blogueira e dissidente cubana Yoani Sanchez pediu a mediação da presidente Dilma Rousseff junto à embaixada do Brasil em Havana, para conseguir o visto para ir ao Brasil. A solicitação foi feita uma semana antes da visita da presidente à ilha.

Sanchez ficou conhecida no mundo inteiro por seu blog, Generación Y, lançado em 2007. Ela espera a autorização para assistir no Brasil à apresentação do documentário “Conexión Cuba-Honduras”, do cineasta brasileiro Dado Galvão, no dia 10 de fevereiro. O pedido foi feito à embaixada do Brasil na sexta-feira, confirmou a blogueira em seu Twitter.

“Nós recebemos a carta e a transmitimos à presidente”, afirmou o Itamaraty, sem precisar se ela teria uma resposta positiva.

A blogueira faz o pedido justo uma semana antes da visita oficial de Dilma a Cuba, entre os dias 31 de janeiro e primeiro de fevereiro. Esta é a primeira viagem internacional da presidente este ano e inclui também o Haiti.

No Brasil, Galvão organizou uma campanha através de redes sociais para apoiar a viagem da dissidente e pedir a mediação da presidente. Ele pediu aos internautas que troquem suas fotos no Facebook pela de Dilma com 22 anos, respondento aos militares durante um interrogatório na sede da polícia do Rio depois de ser torturada.

Em uma declaração pública divulgada no dia 17 de janeiro, Sanchez sublinha que tem medo de que o governo cubano recuse pela 19º vez a autorização para sair da ilha. “Se a senhora me ajudar a recuperar meu direito de ir e vir, criará um precedente que ajudará a abolir definitivamente as restrições migratórias que afetam tanta gente”, declarou a blogueira.

A presidente Dilma Rousseff desembarca em Havana no mesmo mês da morte do dissidente Wilmar Villar Mendoza, no dia 19 de janeiro, depois de 50 dias de greve de fome.

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva também visitou Havana, em fevereiro de 2010, um dia depois da morte do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo, no hospital Amejeiras, após jejuar por 85 dias. Na época, Lula da Silva foi bastante criticado por não ter condenado o fato nem enviado um sinal aos prisioneiros políticos.

Informados da viagem de Lula a Cuba, cerca de 50 presos políticos ou com "licença penal" por razões de saúde, redigiram uma carta a ele, para que intercedesse a seu favor quando encontrasse os irmãos Castro. Eles escreveram que Lula poderia ser "um magnífico interlocutor para fazer com que o governo cubano decidisse fazer as reformas econômicas, políticas e sociais que o país necessita com urgência, avançar no respeito aos direitos humanos, conseguir a reconciliação nacional e tirar a nação da profunda crise em que se encontra".
 

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