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Américas

Cristina Kirchner é candidata à reeleição

media A presidente argentina, Cristina Krichner, durante anúncio da candidatura, feito ontem no palácio presidencial REUTERS/

A presidente da Argentina, Christine Kirchner anunciou ontem à noite que vai tentar se reeleger nas eleições presidenciais de outubro. O anúncio põe fim às especulações sobre seu estado de saúde e à disposição de continuar no cargo.

"Vamos nos submeter, mais uma vez, à vontade popular, como sempre fizemos". Foi assim que a presidente argentina Cristina Kirchner anunciou ontem em rede nacional de rádio e televisão que tentaria a sua reeleição no pleito do próximo dia 23 de outubro. Aos 58 anos e vestida de preto - como acontece desde a morte do seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner - Cristina fez o anúncio rodeada por seus ministros na Casa Rosada, apenas quatro dias antes do prazo limite para a formalização de candidaturas presidenciais, que se encerra neste sábado.

A candidata da aliança peronista Frente para a Vitória, afirmou ter tomado esta decisão em outubro de 2010, quando milhares de pessoas lhe enviaram mensagens de força e coragem no dia do enterro do seu marido.

Segundo as pesquisas de intenção de voto do Instituto Poliarquia, Cristina é a candidata favorita das eleições presidenciais argentinas. Em entrevista à agência AFP, a analista política Doris Capurro afirma que, com 60% de aprovação popular, a atual presidente poderia ganhar as eleições já no primeiro turno, com mais de 40% dos votos, de acordo com as regras eleitorais argentinas. Em 2007, ela havia obtido 45,2% e saiu vitoriosa no primeiro turno.

Enriquecimento suspeito

Apesar do bom momento, a popularidade de presidente já passou por altos e baixos. Em 2008, após um conflito com agricultores, Cristina chegou a ter apenas 29% de aprovação. No ano seguinte, o seu partido perdeu a maioria no Congresso nas eleições legislativas. Mas desde o falecimento do seu marido, em outubro de 2010, o seu nível de popularidade começou a subir de novo. A saúde econômica da Argentina foi outro fator decisivo para a imagem positiva da presidente, que assegurou um crescimento econômico médio de 7% em oito anos de mandato e um recorde de 9% de crescimento em 2009, após a crise econômica e financeira mundial.

Mesmo com o bom desempenho, a gestão da presidente é fortemente criticada pela oposição, que denuncia diversos escândalos de corrupção e o enriquecimento pessoal da família Kirchner. Se comparada aos bens declarados em 2003, quando Néstor Kirchner foi eleito presidente, a fortuna da família aumentou mais de 700%, acumulando 55 milhões de pesos argentinos, o equivalente a cerca de 21 milhões de reais, segundo a declaração de imposto de renda da própria presidente.

Com a colaboração de Victória Álvares

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