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Américas

Justiça chilena vai investigar morte de Pablo Neruda

media Pablo Neruda, à direita, durante um evento político no Estádio Nacional de Santiago, em 1972. Fonte: Wikimedia/Revista argentina "Siete días ilustrados".

A Justiça chilena anunciou nesta quinta-feira que vai investigar a morte do poeta Pablo Neruda. O prêmio Nobel de Literatura morreu dia 23 de setembro de 1973, 12 dias após o golpe de Estado de Augusto Pinochet. Para o Partido Comunista chileno, Neruda pode ter sido assassinado, ao invés de ter morrido de câncer, segundo a versão oficial, numa clínica particular da capital Santiago.

O juiz Mario Carroza acolheu a acusação do PC chileno, apoiada na denúncia apresentada por Manuel Araya, ex-motorista e secretário do escritor. Araya, hoje com 65 anos, diz que Neruda pode ter sido envenenado enquanto estava internado. O poeta, prêmio Nobel de Literatura em 1971 e militante do Partido Comunista, sofria de câncer na próstata. Ele é autor, entre outras obras, de ‘Confesso que vivi’.

O ex-motorista conta que o escritor teria recebido uma injeção suspeita, que em poucas horas agravou seu estado de saúde. Para Araya, o novo regime temia a oposição de Neruda, que pretendia se exilar no México. A versão de Araya foi contestada pela fundação que administra a obra de Neruda.

Mas a acusação ganhou força com as declarações do ex-embaixador do México no Chile, Gonzalo Martinez. O diplomata esteve com Neruda poucos dias antes da morte do poeta, tratando de seu asilo na capital mexicana. Segundo Martinez, Neruda estava doente, mas não em estado catatônico, como alegava a equipe médica da clínica.

O juiz vai receber uma petição da parte dos acusadores para que o corpo de Neruda seja exumado, assim como foi feito com os restos mortais do ex-presidente Salvador Allende, no último dia 23 de maio. Carroza também investiga as acusações de que Allende teria sido assassinado pelos militares, ao invés da versão oficial de que cometera suicídio. Os resultados da exumação de Allende ficam prontos em agosto.
 

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