Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 15/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 15/11 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 15/11 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 15/11 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 15/11 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 15/11 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/11 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
África

Morre ex-ditador do Zimbábue Robert Mugabe, aos 95 anos

media Robert Mugabe, ex-presidente do Zimbábue, morreu nesta sexta-feira 6 de setembro de 2019. REUTERS/Siphiwe Sibeko

Morreu nesta sexta-feira (6), aos 95 anos, o ex-ditador do Zimbábue, Robert Mugabe. Ele estava internado em Cingapura e recebia tratamento médico há 5 meses. A causa da morte não foi divulgada. O falecimento foi confirmado pelo presidente do Zimbábue, Emmerson Minangagwa, no Twitter.

A vida de Robert Mugabe pode ser resumida com a frase: de herói da libertação a déspota solitário. Durante 37 anos, ele comandou o Zimbábue, ex-colônia britânica.

Antes de chegar ao poder, Mugabe liderou na década de 1970 uma guerrilha contra o regime racista de Ian Smith. A guerra pela libertação da Rodésia, como era chamado o país africano, deixou 27 mil mortos.

Em abril de 1980, a independência foi anunciada e o país rebatizado Zimbábue. O líder rebelde foi eleito primeiro-ministro, mas, uma vez no poder, se revelou um ditador. Com o apoio das forças militares, manipulou eleições e arruinou a economia do país. Em 1987, mudou a Constituição e se proclamou presidente do país.

Mugabe só deixou o poder em novembro 2017, após um golpe de Estado. Ele queria que sua mulher, Sally, o sucedesse, mas o projeto não agradou aos militares, seu partido, a União Nacional Africana do Zimbábue, conhecido como Zanu-PF, e a população.

Emmerson Mnangagwa que forçou sua demissão e o sucedeu na presidência do país, homenageou o “ícone da libertação”: “é com muita tristeza que anuncio a morte do pai fundador do Zimbábue e do ex-presidente-comandante Mugabe”, tuitou o presidente.

Violência no poder

Liesl Low, jornalista e consultora no Instituto de Estudos de Segurança de Pretória, na África do Sul, entrevistada pela RFI, lembra que, além de herói, Mugage também foi um manipulador:

"Não devemos esquecer que ele era considerado um grande político, que manipulou seu partido, o Zanu-PF. Nos últimos anos ele se manteve no poder graças à violência, com o apoio das forças armadas. A nova geração no Zimbábue, que viveu a implosão da economia a partir de 2004, certamente tem muito amargura, porque tinha esperanças no crescimento econômico. No fim de seu reinado, ele certamente continuou no poder pela manipulação e o apoio de suas forças armadas", afimou Liesl Low.

A China reagiu à morte do líder africano. Segundo o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang, ele foi um líder excepcional. Para o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa Mugabe foi "um campeão da luta contra o colonialismo."

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.