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África

África do Sul: partido de Mandela é favorito nas eleições gerais

media Preparativos para votação na Cidade do Cabo, África do Sul. REUTERS/Sumaya Hisham

Nesta quarta-feira (8), quase 27 milhões (26.727.921) de eleitores - de todas as cores e raças - devem ir às urnas decidir se o Congresso Nacional Africano (ANC sigla em inglês) continua ou não no comando de uma das maiores economias africanas. As últimas pesquisas dão ao ANC de 50% a 61% dos votos, muito à frente dos principais adversários.

Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul

Esta é a sexta eleição presidencial desde que a democracia foi conquistada na África do Sul, há 25 anos. Ao contrário do Brasil, o voto é facultativo para o sul-africano maior de 18 anos. O ANC foi o partido pelo qual Nelson Mandela se elegeu presidente em 1994, e que está no poder até hoje.

Mas o que fizeram com o tão aclamado legado de Mandela, para quem igualdade era palavra certa em seus discursos? Essa é a pergunta que muitos têm se feito para analisar se votam ou não na reeleição do ANC.

Desigualdade só aumentou

Na África do Sul se vota no partido, não diretamente no candidato. Mais de duas décadas depois, o ANC não conseguiu diminuir a desigualdade entre ricos e pobres no país. Pelo contrário: a diferença só aumentou. Hoje a África do Sul tem a maior taxa de desigualdade do mundo, 63 no ranking do Banco Mundial. Em 1993, o país ocupava a 59ª posição.

Além disso, o país tem a segunda maior taxa de desemprego do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional: 27%. Só perde para o Paquistão (30,2%). Entre os jovens a situação é mais alarmante: 57,4%. No ano passado, a economia sul-africana ficou praticamente estagnada e a desvalorização da moeda local (Rand) só piora a situação econômica do país.

Afundados na corrupção

Somado a esse cenário, há ainda o fato de o ANC ter tido alguns de seus integrantes arrastados para o centro de escândalos de corrupção, o que faz com que muita gente busque mudanças, embora boa parte da população negra seja fiel ao partido que foi uma força importante na luta pelo fim do regime de segregação. Foi por conta de acusações de envolvimento em casos de corrupção que o partido forçou a saída de Jacob Zuma da presidência no ano passado. Ele respondia, na época, a 16 processos. Zuma foi eleito duas vezes pelo voto direto. Com a saída dele, o seu vice, Ciryl Ramaphosa, assumiu a presidência.

No domingo, Ramaphosa falou para milhares de pessoas no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, durante o último comício do partido. Foram também no fim de semana passado os últimos discursos dos outros dois partidos que podem ameaçar os planos de continuidade no poder do grupo de Mandela: O EFF (Economic Freedom Fighters) e do DA (Democratic Aliance).

Estigma de ser partido de branco

O EFF, partido de esquerda, tenta emplacar Julius Malema e vem se destacando entre os mais jovens. Já o DA tenta se afastar do estigma de ser um partido de branco e aposta na vitória de seu presidente, Mmusi Maimane, que completa a lista dos três candidatos negros com chances reais de vencer esta eleição, segundo as pesquisas eleitorais. Este ano há 48 partidos, ou seja, 19 a mais que na eleição de 2014. Mas a maioria investe na tentativa de conquistar lugares no Parlamento.

A África do Sul tem hoje 57,7 milhões de habitantes, sendo que quase 80% são negros e 7,8% são brancos. A questão racial continua sendo um tema que faz parte do dia a dia do país que ficou 46 anos sob o Apartheid. Resta saber que recado virá das urnas. O resultado da votação deve ser divulgado na quinta-feira (9).

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