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África

Argelinos vão às ruas pela nona sexta-feira consecutiva para pedir fim do 'velho sistema'

media Manifestantes voltam às ruas para pressionar as demandas por mudanças democráticas generalizadas bem além da renúncia do ex-presidente Abdelaziz Bouteflika, em Argel, Argélia, 19 de abril de 2019. REUTERS/Ramzi Boudina

Uma multidão se reuniu hoje (19) no centro da capital argelina, Argel, pela nona sexta-feira consecutiva, para reivindicar a saída de todos os membros do governo herdado do presidente Abdelaziz Bouteflika.

 

Outras concentrações em massa acontecem no restante do país, especialmente em Oran (oeste), Constantina e Annaba (leste), as cidades mais importantes depois da capital, relataram a imprensa local e a televisão estatal.

Milhões de argelinos têm tomado as ruas mesmo depois de conseguirem que Abdelaziz Buteflika desistisse de disputar a reeleição e anulasse a eleição presidencialprevista para 18 de abril. Abdelaziz Bouteflika, 82 anos, deixou oficialmente o cargo no dia 2 de abril. Ele estava no poder desde 1999.

As manifestações desta sexta acontecem depois de o presidente do Conselho Constitucional da Argélia, Tayeb Belaiz, uma das principais personalidades do governo, apresentar sua demissão na terça-feira (16).

Belaiz, de 70 anos, fazia parte, junto com o chefe de Estado interino, Abdelkader Bensalah, e o chefe de governo, Nureddin Bedui, dos "3Bs", membros do entorno de Bouteflika rejeitados pela população.

Belaiz, que já havia comandado o Conselho Constitucional de março de 2012 a setembro de 2013, além de ter sido ministro de modo quase ininterrupto por 16 anos, é célebre na Argélia por sua lealdade ao ex-presidente Abdelaziz Bouteflika - que renunciou em 2 de abril por pressão do exército e das manifestações que tomaram as ruas desde 22 de fevereiro.

Ex-magistrado, foi nomeado em 10 de fevereiro para liderar Conselho Constitucional por Bouteflika, em substituição ao falecido Murad Medelci.

(Com informações da AFP)

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