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África

Após destituição de presidente, chefe militar promete instaurar governo civil no Sudão

media Sudaneses continuam mobilizados e começam a receber o apoio de alguns militares. REUTERS/Stringer

O novo homem forte do Sudão prometeu neste sábado (13) "eliminar na raiz" o regime do presidente Omar al Bashir, deposto pelas Forças Armadas na quinta-feira (11). Pressionado pela população, o chefe da junta militar também anunciou a libertação de manifestantes presos e uma transição rápida para um governo civil.

Em um discurso exibido pela televisão estatal, Abdel Fatah al Burhan, nomeado na sexta-feira (12) chefe do Conselho Militar responsável pela transição após a queda de Bashir, prometeu virar a página do regime em vigor no país. Ele também anunciou o fim do toque de recolher e a libertação de todos os detidos durante os protestos nas últimas semanas, além de se comprometer a levar a julgamento as pessoas que mataram manifestantes.

Dois dias depois da destituição pelo exército do presidente Omar al Bashir, suspeito de genocídio em Darfur e que governou o Sudão com mão de ferro durante três décadas, os acontecimentos políticos avançam rapidamente. Na sexta-feira, a junta militar responsável pela transição substituiu seu próprio comandante, uma decisão comemorada por milhares sudaneses. Neste sábado, foi a vez de Salah Gosh, diretor do serviço de inteligência NISS, pedir demissão.

Gosh, que havia retomado o comando do NISS em 2018, após uma década à frente dos serviços de inteligência até 2009, supervisionou nos últimos quatro meses a repressão das manifestações. Dezenas de pessoas já morreram desde o início dos protestos, em dezembro passado.

Mobilização popular continua

Apesar de todos esses anúncios, a multidão permanece mobilizada na capital Cartum. Mas muitos dizem que vão manter o acampamento até a instauração de um governo civil.

Durante a manhã, os soldados retiraram as barricadas que haviam sido instaladas em várias ruas próximas do quartel-general do exército, após a sétima noite consecutiva no local. Mas alguns militares se uniram aos manifestantes, provocando momentos de festa nas ruas da cidade.

Al Bashir não será entregue ao exterior

A junta militar afirmou que Al Bashir está detido, mas não será entregue ao exterior. O Tribunal Penal Internacional (TPI) tem um pedido de captura do ex-presidente por crimes de guerra e genocídio na região de Darfur.

Neste sábado, o NCP (Congresso Nacional), partido do ex-presidente, pediu a libertação de seus líderes, sem mencionar explicitamente o nome de Bashir.

(Com informações da AFP)

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