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África

Abdelkader Bensalah é presidente interino da Argélia, apesar de oposição popular

media Abdelkader Bensalah, presidente do Conselho da Nação, aplaude durante anúncio de sua nomeação à Presidência da Argélia, em Alger, 9 de abril de 2019. REUTERS/Ramzi Boudina

Uma semana após a renúncia de Bouteflika, o parlamento argelino formalizou a vacância definitiva do poder. De acordo com a Constituição, o presidente do Conselho da Nação, como é chamado o Senado da Argélia, foi nomeado presidente interino do país esta terça-feira (9).

A cerimônia de nomeação de Abdelkader Bensalah foi rápida: durou apenas meia hora, com recitação de alguns versos do Corão, entoação do hino nacional e leitura de um comunicado oficial. Desta forma, o presidente do Conselho da Nação foi nomeado presidente interino na ausência da oposição, que boicotou a reunião do Parlamento.

Bensalah é um presidente com prerrogativas limitadas. Ele não tem o direito de criar emendas à Constituição ou fazer uma remodelação governamental, e muito menos emitir decretos. Ele é também um presidente com apenas 90 dias para organizar uma eleição presidencial.

Mas Abdelkader Bensalah tem esperança: "Faremos o que for necessário para que esse curto período que se abre diante de nós permita que a nação entre em uma nova era. Uma época em que o povo argelino dominará seu destino. Ele escolherá seus futuros líderes em total liberdade e democracia ", disse, durante breve discurso.

Um cacique do regime

Como esperado, a rua rejeita a decisão do Parlamento. O povo argelino não quer que um dos três "Bs" – como são conhecidos o primeiro-ministro Nourredine Bedoui, o presidente do Conselho Constitucional, Tayeb Belaiz e Abdelkader Bensalah, presidente do Conselho da Nação, - permaneçam no poder.

De fato, com seus cabelos grisalhos, seus óculos finos e temperamento fechado, Abdelkader Bensalah é um fiel escudeiro de Abdelaziz Bouteflika, tendo servido ao sistema por 40 anos. Jornalista da imprensa estatal, esse homem discreto, reservado, foi sucessivamente deputado, alto funcionário, e então presidente da Assembleia, antes de ser nomeado presidente do Conselho da Nação, cargo que ocupa há 17 anos.

Nos últimos anos, quando Abdelaziz Bouteflika não podia mais viajar ou aparecer em público, era ele quem o representava, especialmente durante grandes reuniões diplomáticas no exterior. Um interino que não dizia seu nome e que é também um dos co-fundadores do RND, o segundo maior partido do Parlamento, e aliado indefectível da maioria.

Manifestantes continuam nas ruas

Os estudantes foram os primeiros a se mobilizar no centro de Argel. A polícia disparou gás lacrimogêneo e impediu seu protesto. Segundo eles, o Parlamento argelino “não possui nenhuma legitimidade”. “Substituíram um corrupto por outro, exigimos a sua saída. Queremos um novo Estado, um novo poder”, declarou um argelino à RFI, durante protesto em Argel desta terça-feira (9).

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