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África

Bouteflika anuncia prazo para deixar presidência da Argélia

media Manifestantes carregam bandeiras durante protestos pela saída do presidente Abdelaziz Bouteflika em Alger. Em 29 de março de 2019. REUTERS/Ramzi Boudina

O presidente da Argélia Abdelaziz Bouteflika vai renunciar antes do fim de seu mandato em 28 de abril, informou nesta segunda-feira (1°) a agência de notícias argelina APS, citando uma declaração da presidência.

Antes de deixar o posto, o chefe de Estado tomará "decisões importantes" destinadas a "garantir a continuidade do funcionamento das instituições durante o período de transição, que terá início na data em que ele renunciar ", diz a declaração do governo argelino.

A decisão foi tornada pública depois das manifestações da última sexta-feira (29), que levaram um milhão de pessoas às ruas de Argel para reivindicar a renúncia de Bouteflika. Foi o maior evento na capital desde o início dos protestos, há seis semanas.

Inapto para o exercício do poder

A situação política na Argélia ficou indefinida depois que o chefe do Estado-Maior, Ahmed Gaïd Salah, abriu caminho para a saída do presidente Abdelaziz Bouteflika. Pressionados pelas ruas, os militares argelinos propuseram que o presidente se declarasse "inapto" para o exercício do poder, na esperança de pôr fim à crise política.

O general Salah pediu a aplicação do artigo 102 da constituição argelina, que prevê o "impedimento" do presidente em caso de doença grave e prolongada.

Futuro incerto

Os argelinos estão desconfiados com a situação política do país e querem garantias de que terão um Estado democrático. A população pede mais do que a saída da família Bouteflika, mas também mudanças profundas na Argélia.

Para a oposição, depor o presidente é apenas uma etapa, que deverá ser seguida pela organização de novas eleições.

O clã Bouteflika fez de tudo para permanencer no poder, apesar de, aos 82 anos, o presidente estar doente e debilitado após um AVC, ocorrido em 2013. Em março deste ano, ele chegou a anunciar sua candidatura para um quinto mandato, mas não conseguiu vencer a força dos protestos que tomam as ruas da Argélia desde fevereiro.

Abdelaziz Bouteflika está no poder há 20 anos.

 
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