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África

África: passagem do ciclone Idai já matou mais de 500 pessoas

media Sobreviventes do ciclone Idai em centro de evacuação na cidade de Beira, Moçambique. 21/03/19 Denis Onyodi/Red Cross /Handout via Reuters

O número de mortos na passagem do ciclone Idai subiu para 557 nesta sexta-feira (22). Um balanço da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que 259 pessoas morreram em Moçambique e 56 no Malawi. Já o levantamento do Ministério da Defesa do Zimbábue aponta que 259 morreram no país. Segundo a Cruz Vermelha, número poderá passar de mil.

A situação mais preocupante está em Moçambique, onde alguns municípios foram totalmente destruídos. "As cidades, especificamente a cidade da Beira, está destruída em cerca de 90%. As pessoas estão desmoralizadas”, relatou, em entrevista à RFI, Celeste Banze, pesquisadora do Centro de Integridade Pública de Moçambique, órgão que promove a luta contra a corrupção no país.

Na quinta-feira (21), a chefe do escritório humanitário da ONU para o sul e leste da África, Gemma Connell, afirmou que o número de vítimas pode subir, principalmente em Moçambique, onde uma vasta região continua inundada.

O secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Elhadj As Sy, afirmou que as mortes podem passar de mil, como o presidente de Moçambique havia previsto inicialmente. Ele ressaltou que a necessidade de ajuda humanitária é grande. "Eles não estão nem perto da magnitude do problema. Devemos nos preparar", afirmou.

Ajuda caótica

Mas a distribuição de alimentos a milhares de sobreviventes começou de forma caótica, provocando cenas de raiva e frustração, enquanto as equipes de resgate tentam socorrer os sobreviventes presos em telhados ou campos alagados.

Em Dondo, no centro de Moçambique, centenas de pessoas correram na quinta-feira para receber uma ração em uma escola transformada em campo de deslocados. "Eu tenho quatro filhos e eles só me dão pão? Preciso de um saco de comida", reclamou um homem. "Eles não distribuem para todos, apenas para aqueles que estão dentro. Aqueles que estão do lado de fora não recebem nada", lamentou Marta Antonio, que carregava seu filho pequeno.

Os voluntários reconhecem a dificuldade da tarefa. "A magnitude da situação vai muito além do que um país ou governo pode fazer", explicou Gerry Bourke, porta-voz do Programa Mundial de Alimentos.

A partir desta sexta-feira, os socorristas usarão drones para inspecionar as áreas inundadas. "Vamos ter uma ideia melhor das áreas afetadas", explicou o ministro do Meio Ambiente de Moçambique, Celso Correia.

Crise econômica

Enquanto isso, no céu, os helicópteros continuavam sua busca por sobreviventes, bloqueados no meio das inundações. Escolas, hotéis e igrejas foram requisitadas para serem transformados em abrigos em Moçambique e no Zimbábue.

A situação econômica está um caos. “Já há relatos de que o custo de bens essenciais foi multiplicado por cinco. A inflação que já estava com uma tendência instável, eu penso que vai subir. Os aproveitadores estão especulando e com isso os preços na cidade da Beira estão muito altos”, ressalta Banze.

Em Beira, o hospital principal, cujo telhado foi parcialmente danificado, só funciona a 40% de sua capacidade. Mas nas ruas, a normalidade retornava progressivamente, e na sexta-feira filas de formavam diante dos bancos que reabriam as portas.

Os veículos já podem circular por algumas ruas. A rede telefônica, interrompida por vários dias, voltou a funcionar, embora de forma intermitente. As operações de reconstrução também começam lentamente. Alguns habitantes buscam entre os escombros de um supermercado chapas de metal para construir casas precárias. E os técnicos trabalhavam para restaurar as linhas telefônicas e a eletricidade.

Quanto à saúde, a preocupação cresce. Houve casos de diarreia, de acordo com o prefeito de Beira, enquanto voluntários e socorristas alertaram para o risco de cólera ou febre tifóide. 

Zimbábue

No Zimbábue foi decretado luto nacional de dois dias, e os sobreviventes continuam buscando entre os escombros o que pode ser salvo.

Um telefone foi instalado em Chimanimani (leste), epicentro da destruição no país. As famílias fazem fila para poder telefonar para suas famílias, enquanto os sobreviventes enterram seus mortos.

Cerca de 200 pessoas, incluindo 30 estudantes, seguem desaparecidas no país.

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