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África

Ciclone pode ter matado mais de mil pessoas, afirma presidente de Moçambique

media Muitos moradores ainda estão isolados esperando ajuda após passagem do ciclone em Moçambique. Rick Emenaket / Mission Aviation Fellowship / AFP

Os moradores de Moçambique contam os mortos e fazem o balanço dos estragos materiais provocados pela passagem do ciclone tropical Idai pelo país. Segundo o presidente Filipe Nyusi, o número de vítimas fatais pode ultrapassar mil pessoas.

"No momento, oficialmente, registramos 84 mortos, mas quando sobrevoamos a área esta manhã para entender o que aconteceu, tudo indica que poderemos registrar mais de 1.000 mortes", afirmou nesta segunda-feira (17) o chefe de Estado durante um pronunciamento na televisão.

"Nós vimos corpos na água. É um verdadeiro desastre humanitário", estimou. "Nossa prioridade é salvar vidas. Até o momento, mais de 400 pessoas foram salvas de áreas inundadas", acrescentou.

Imagens aéreas transmitidas pela organização Mission Aviation Fellowship, mostram dezenas de pessoas que se refugiaram em telhados de prédios, completamente cercados pela água.

Zimbábue também sofre com a passagem do ciclone

O ciclone atingiu o país na quinta-feira (14) antes de avançar para o Zimbábue.

Joshua Sacco, deputado do distrito de Chimanimani, no leste do Zimbábue – o mais afetado pela catástrofe -, disse que 65 pessoas estavam sendo procuradas após a passagem do Idai, que destruiu pontes e casas.

"Até o momento, contabilizamos 65 mortos", informou o parlamentar. "Há provavelmente entre 150 e 200 desaparecidos", disse o deputado. 

O presidente do Zimbábue, Emerson Mnangagwa, encurtou uma viagem a Abu Dhabi e decretou estado de catástrofe natural. Segundo a ONU, quase 10.000 pessoas foram afetadas pelo ciclone no país.

(Com informações da AFP)

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