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África

Bouteflika volta à Argélia sem conter onda inédita de protestos

media Comboio do presidente argelino Bouteflika chega à Alger, em 10 de março de 2019. REUTERS/Ramzi Boudina

O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, retornou ao país neste domingo (10), após duas semanas de hospitalização em Genebra, segundo informações da presidência argelina em um comunicado oficial, citado pela agência de notícias APS.

Jérémie Lanche, correspondente da RFI na Argélia

A hospitalização de Abdelaziz Bouteflika no 8º andar do Hospital Universitário de Genebra nunca foi um segredo, embora Argel nunca tenha confirmado sua presença no estabelecimento. Mas a partida de um comboio de vários carros com vidros escuros neste domingo (10) foi rapidamente retransmitida pelas redes sociais. O comboio seguiu em direção ao aeroporto, onde um avião do governo argelino havia aterrissado pela manhã, antes de se esconder das câmeras dos fotógrafos em um galpão reservado para jatos particulares.

A aeronave, um Gulfstream 7T-VPM, decolou em torno de 16h (horal local), sem oficializar que Abdelaziz Bouteflika estivesse a bordo. Até o fim do dia, a palavra de ordem na Suíça era não comunicar a visita privativa de um chefe de Estado, vindo oficialmente ao país para exames médicos.

Mas a presença de Abdelaziz Bouteflika rapidamente causou problemas de segurança, com manifestações em frente ao hospital, telefonemas diários e a tentativa de intrusão no estabelecimento de um opositor. Neste domingo à noite, a calma voltou a reinar novamente no hospital, livre de seu paciente famoso.

Protesto de estudantes do ensino médio e greve geral

"O Presidente da República Abdelaziz Bouteflika, voltou à Argel na tarde deste domingo, depois de uma visita privada à Genebra (Suíça), durante o qual ele realizou seus exames médicos periódicos," informava o despacho da agência APS, citando uma declaração da presidência argelina, sem maiores detalhes.

Um avião com as cores do governo argelino decolou de Genebra, segundo a imprensa argelina, e chegou menos de duas horas mais tarde na base aérea militar de Boufarik, a cerca de 40 km ao sul de Argel.

Um comboio de carros pretos com vidros escuros saiu do composto militar para rodovia - fechada ao tráfego - em direção à residência do Abdelaziz Bouteflika na capital argelina.

Neste domingo, milhares de estudantes marcharam em todo o país contra a candidatura de Bouteflika para um quinto mandato como presidente, e parte da Argélia tem seguido uma convocação para uma greve geral, lançada nas redes sociais. A maioria das lojas de shopping centers na capital não abriu.

No bairro de Belouizdad, a cinco quilômetros do centro da cidade, algumas lojas da rua principal permaneceram fechadas, mas mini-mercados, cafés e padarias estavam abertos, de acordo com um morador. A situação era semelhante em Saoula, nos subúrbios do sul de Argel. A maioria das instituições parecia funcionar, assim como empresas privadas.

Alunos e professores também ocuparam várias universidades no país, recusando-se a se curvar à decisão das autoridades de prolongar as férias estudantis. Uma nova manifestação está marcada para terça-feira (12), pela terceira semana consecutiva.

Milhares de argelinos protestaram novamente em várias cidades na França, particularmente em Paris, onde dezenas de milhares de pessoas se reuniram na Praça da República, no centro da capital francesa, e também em Marselha.

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