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África

Radicais islâmicos sequestram mulheres e esquartejam reféns em Moçambique

media A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, conta com uma população de maioria muçulmana. EMIDIO JOSINE / AFP

Extremistas islâmicos mataram e esquartejaram sete homens e sequestraram pelo menos quatro mulheres durante um ataque no norte de Moçambique. Essa não é a primeira vez que um grupo de radicais age na região.

O ataque aconteceu na quinta-feira (7) no vilarejo de Piqueue, na província de Cabo Delgado. Segundo a polícia, os agressores deixaram os pedaços dos corpos esquartejados das vítimas espalhados no local do crime.

Há mais de um ano, o norte da ex-colônia portuguesa, que faz fronteira com a Tanzânia, é palco de assassinatos atribuídos a um grupo jihadista que tenta impor a aplicação da lei islâmica nessa província de maioria muçulmana.

Província de Cabo delgado no norte do Moçambique wikipédia

Os ataques visando civis e membros das forças de ordem já fizeram cerca de 200 mortos, destruíram vários vilarejos e obrigaram milhares de pessoas a deixarem suas casas. Dezenas de mulheres também foram sequestradas, em ações similares às realizadas pelos jihadistas do Boko Haram na Nigéria.

Vítimas estavam refugiadas na floresta

As vítimas do ataque desta quinta-feira já temiam uma possível ação dos extremistas e passavam a noite escondidas em florestas. De acordo com as autoridades locais, os moradores do vilarejo foram surpreendidos enquanto dormiam na mata. “Tudo aconteceu no meio de uma zona de vegetação densa, o que tornou difícil o acesso das forças de segurança”.

O presidente moçambicano Filipe Nyusi mobilizou reforços para proteger a região e prometeu neutralizar o grupo extremista.

A ação dos jihadistas em Moçambique também preocupa os grupos de petróleo instalados na região, entre eles os americanos Exxon e Anadarko. Washington ofereceu sua colaboração ao país africano. “Estamos à disposição para ajudar o Moçambique a combater os insurgentes”, declarou Bryan Hunt, número 2 da embaixada dos Estados Unidos em Maputo.

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