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África

Jovens senegaleses vão a julgamento por divulgarem lista de “meninas fáceis” na internet

media Grupo foi criado no WhatsApp e depois foi parar nas redes sociais REUTERS/Dado Ruvic/File photo

No Senegal, quatro estudantes acusados de criarem e divulgarem na internet uma lista de “garotas fáceis” correm o risco de ir à prisão. O tribunal correcional de Dacar pediu uma pena de doze meses para os quatro suspeitos, por suspeita de coleta ilegal de dados.

De acordo com o código penal senegalês, o uso ilegal de dados é um crime que pode dar até dois anos de prisão. Os quatro jovens criaram, em 2017, um grupo no aplicativo WhatsApp, onde compartilhavam informações sobre diversas garotas, que em seguida eram contactadas para favores sexuais.

A lista continha a identidade, número de telefone e endereço de 233 meninas e foi publicada nas redes sociais em novembro de 2018. Algumas delas, incluindo menores de idade, receberam ligações e imagens pornográficas. Sessenta fizeram denúncia.

A procuradora responsável pelo caso disse que as redes sociais, quando “utilizadas de forma errada, têm consequências graves. Esses jovens não tinham consciência da gravidade de seus atos para a vida das meninas”.

“Só para diversão”

Os quatro acusados, que têm cerca de vinte anos, reconheceram a criação do grupo no WhatsApp, mas negaram estar por trás da difusão dos dados nas redes sociais. “Fizemos isso só para nos divertirmos. Jamais pensaríamos que acabaria na internet”, disse um deles.

A procuradora exigiu uma multa de cerca de € 1500. Um deles escapou, já que não tinha acesso a um telefone com WhatsApp no momento da difusão dos dados na internet. “Tenham pena desses jovens e de seu futuro. Ir ao tribunal diante de seus amigos e família já é pena o suficiente”, argumentou Me Aboubacry, advogado que defende os jovens. A decisão do tribunal será anunciada no dia 12 de dezembro.

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