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Brasil

Brasil vai liderar combate ao crime organizado através da Ameripol, a Interpol das Américas

media Os ministros da Segurança do Brasil, Raul Jungmann, e da Argentina, Patricia Bullrich. RFI/Márcio Resende

Em Buenos Aires, o diretor-geral da Polícia Federal brasileira, Rogério Galloro, é eleito secretário-executivo da Ameripol, a Interpol das Américas. A eleição do Brasil por unanimidade é aval dos países à estratégia do governo brasileiro de criar a Iniciativa Sul-americana de Segurança, para combater o crime além das fronteiras nacionais.

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

O Brasil deu um passo fundamental na sua estratégia de liderar o combate ao crime organizado na região. O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, foi eleito o secretário-executivo da Ameripol pelos próximos três anos, a partir de janeiro de 2019. A eleição é um passo crucial para fazer da Ameripol o braço operacional da chamada Iniciativa Sul-americana de Segurança que pretende regionalizar o combate ao tráfico de drogas, de armas, de pessoas e até de órgãos para transplantes.

A estratégia desenhada pela Polícia Federal, trabalhada politicamente pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e diplomaticamente pelo Itamaraty inclui a Ameripol como a plataforma policial na qual se baseará o combate ao crime na região a partir de operações integradas e compartilhadas entre os países.

"A Ameripol até o momento não tem a mesma natureza da Europol ou da Interpol. Essas organizações foram criadas legalmente. Já a Ameripol nasceu como uma sociedade de Polícias que se reúne há 11 anos, mas que não foi oficializada ainda pelos países", explicou Rogério Galloro à RFI.

"O nosso objetivo é rever os estatutos para que os ministros, com plenos poderes, firmem isso num tratado no ano que vem. Assim, nascerá a pessoa jurídica da Ameripol com poderes de operações, troca de informações e assinar acordos com os demais organismos", indicou.

Na Ameripol, o cargo é do país, através do diretor-geral da Polícia Federal. Mesmo com uma troca no comando da Polícia Federal a futuro, o cargo continuará liderado pelo Brasil.

Na arquitetura de segurança do hemisfério, nenhuma outra entidade americana tem a legitimidade nem a capacidade de articular as forças policiais, coordenar e promover ações de prevenção, investigação e repressão ao crime.

"As minhas prioridades são formalizar tudo isso por meio de um tratado e criar três centros operacionais. (América do Norte, América Central e América do Sul). Vamos propor que o Centro Operacional da América do Sul seja no Rio de Janeiro", antecipa Galloro. "Teremos escritórios regionais, a exemplo do que a Interpol já faz. Vamos replicar esse modelo", aponta.

Atualmente, no Rio de Janeiro já funciona o Centro de Cooperação da Polícia Internacional (CCPI) com 10 policiais estrangeiros de Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia.

Aval regional à estratégia do Brasil

A eleição de Rogério Galloro significa um aval aos demais países à estratégia brasileira. "O Brasil quer liderar esse movimento de combate ao crime organizado", avalia.

O aval chegou depois de o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, expor a proposta brasileira às delegações policiais dos países membros durante discurso na reunião da Ameripol na manhã desta terça-feira. "Assinamos embaixo", disseram os ministros de Argentina, Bolívia e de Equador, por exemplo.

"Não é mais possível combater o crime transnacional que se globaliza apenas dentro do espaço nacional. Precisamos atuar além das fronteiras", defendeu Jungmann à RFI.

"A Ameripol pode ser exatamente um fator de consolidação da iniciativa. A proposta é ter organismos subregionais, sendo um deles, voltado para a América do Sul, no qual funcionaria a iniciativa sul-americana", explicou o ministro da Segurança Pública, que se reuniu novamente com a colega, a ministra argentina da Segurança, Patricia Bullrich, para tratar de como convidar os demais países a integrarem essa iniciativa.

A Argentina deve convidar os países da região para um encontro em Buenos Aires ainda neste ano. "Nós estamos totalmente dispostos a abrir um espaço que seja especificamente sul-americano, prático e concreto, onde possamos discutir políticas de segurança e ter um comando unificado de alguns assuntos. Vamos acompanhar e apoiar a proposta brasileira, mas ainda não temos uma data", explicou Bullrich à RFI.

Com a Ameripol, a estratégia sai do campo político e passar ao operacional com a atuação das Polícias. No caso brasileiro, essa atuação será consequência das integrações das Polícias Federal, Rodoviária, estaduais e municipais, do sistema penitenciário e do sistema brasileiro de inteligências. Posteriormente, integrar tudo com os seus homólogos dos países da região.

A iniciativa sul-americana não será uma nova organização, mas a implementação unificada de todos os órgãos que já existem, mas que atuam de forma descoordenada e apenas dentro das suas fronteiras.

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