Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 19/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 19/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 19/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 19/06 09h30 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 17/06 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 17/06 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
África

Deputados adotam introdução de um salário mínimo na África do Sul

media O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, lutava pela instauração do salário mínimo antes mesmo de dirigir o país. REUTERS/Rogan Ward

Os deputados sul-africanos adotaram nesta terça-feira (29) a introdução de um salário mínimo no país. A medida já havia sido anunciada no ano passado, mas ainda precisava de uma validação dos parlamentares. O valor é contestado.

O salário mínimo será de 20 rands (menos de R$ 6) por hora. Segundo a ministra sul-africana do Trabalho, Mildred Oliphant, “é uma etapa importante para responder ao sofrimento dos trabalhadores vulneráveis, que ganham menos que esse valor”. Já o partido ANC, do governo, afirmou que esse é um momento “histórico”, que vai permitir que ninguém mais seja pago com remunerações “que mais parecem trabalho escravo”.

O salário mínimo mensal de 3500 rands (cerca de R$ 1000) beneficiará cerca de 70% dos trabalhadores agrícolas, que recebem menos de 2000 rands. Mas o texto ainda deve ser aprovado pela câmara alta do Parlamento. Além disso, os patrões que alegarem não ter condições de pagar o valor, poderão negociar.

Valor foi considerado baixo demais

O estabelecimento de um salário mínimo é tema de debate desde que foi anunciado, no ano passado. No dia 1° de maio, o Saftu, segunda maior confederação sindical do país, convocou uma manifestação em protesto contra a medida, alegando que o valor determinado era baixo demais e representava “uma vergonha” para os trabalhadores. Porém, a principal central sindical da África do Sul (Cosatu), aliada do governo, saudou a medida nesta terça-feira.

A Aliança Democrática (DA), principal partido da oposição, votou contra o texto, afirmando que ele poderia se traduzir em “importantes perdas de empregos”. Já o partido da esquerda radical Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF), estima que o salário mínimo estipulado é muito baixo.

O novo presidente Cyril Ramaphosa, ex-sindicalista que se transformou em homem de negócios bem-sucedido, tem na retomada econômica da África do Sul uma de suas prioridades. Desde 2015, antes mesmo de dirigir o país, ele já reivindicava a implementação de um salário mínimo.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.