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África

Boko Haram libera 76 estudantes sequestradas em fevereiro

media Foto de arquivo: famílias das meninas sequestradas em Dapchi, Nigéria, após ataque do Boko Haram, em 23 de fevereiro de 2018. REUTERS/Afolabi Sotunde

O grupo terrorista Boko Haram liberou, nesta quarta-feira (21), pelo menos 76 das 110 estudantes sequestradas no norte da Nigéria. As estudantes, que tinham entre 11 e 19 anos, foram levadas pelos terroristas em 19 de fevereiro, quando o movimento islamista afiliado ao grupo Estado Islâmico atacou um internato da escola para meninas em Dapchi.   

Segundo um comunicado do Ministério da Comunicação do país, "os esforços do presidente Muhamadu Buhari, apoiado pelos serviços de segurança, (...) surtiram efeito." Na semana passada, ele havia prometido que o governo faria "todo o possível" para libertar as adolescentes. Ele disse preferir uma solução negociada a uma operação militar. 

"A violência e a confrontação não teriam sido a solução, porque teriam colocado em risco a vida das reféns", alegou o ministro da Informação, Lai Mohamed, destacando que as negociações foram facilitadas por "países amigos" e que libertação das meninas foi "incondicional".

Negociação por meninas de Chibok pode ter influenciado novo sequestro

Na terça-feira (20), a Anistia Internacional acusou o Exército nigeriano de ter sido informado do deslocamento dos combatentes na região de Dapchi pouco antes do sequestro coletivo e de não ter reagido a tempo.

O incidente aconteceu em circunstâncias quase idênticas ao de Chibok, em abril de 2014, quando mais de 200 estudantes foram sequestradas, gerando grande comoção em todo o mundo. Mais de 100 delas conseguiram fugir, ou foram libertadas ao fim de negociações com o governo nigeriano.

Segundo os especialistas, os resgates pagos e os presos soltos em troca da libertação das estudantes de Chibok podem ter estimulado o Boko Haram a cometer um novo sequestro em massa. Em sua conta no Twitter, a presidência nega, porém, que qualquer resgate tenha sido pago. "As meninas estão, atualmente, nas mãos dos serviços de inteligência", diz um tuíte oficial.

Meninas não foram maltratadas

Segundo os moradores da pequena cidade do estado de Yobe, no nordeste do país, "elas não estavam acompanhadas de qualquer força de segurança. Seus sequestradores apenas as deixaram e foram embora, sem falar com ninguém", relatou Bashir Manzo, que dirige uma associação de ajuda aos pais de jovens sequestradas.

Aisha Alhaji Deri, de 16 anos, uma das vítimas, disse à repórteres que elas "nunca foram maltratadas" no cativeiro. "No dia do sequestro, cinco de nós morreram", contou a adolescente. "Quando eles nos soltaram, nos disseram para irmos direto para casa, e não para os militares, porque eles iam dizer que foram eles que nos salvaram", acrescentou a jovem, antes de ser levada pelo serviço de inteligência nigeriano.
   
Embora o Exército e as autoridades nigerianas não se cansem de repetir que o Boko Haram está "tecnicamente derrotado", esse trágico evento expõe as graves deficiências de segurança no nordeste do país.

Com Informações da AFP

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