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África

Autoridades africanas se unem para erradicar “remédios falsificados”

media Remédios falsificados prestes a serem incinerados em Tambacounda, no Senegal, em 22 de junho de 2013. REUTERS/Pape Demba

Dezenas de ministros africanos da Saúde assinaram nesta sexta-feira (23) no Marrocos uma resolução conjunta para lutar contra os remédios falsificados, um flagelo que atinge a África e que provoca centenas de milhares de vítimas a cada ano.

"Todos os indicadores são de uma situação crítica", alarmou o ministro marroquino da Saúde, Anas Doukkali, na abertura da conferência de medicamentos e produtos de saúde em Skhirat (oeste do Marrocos). "As drogas falsas matam todos os dias, especialmente na África. Este tráfico deve ser condenado com a maior firmeza", disse, pouco antes da assinatura da "resolução de Rabat" por uma dúzia países, incluindo o Senegal e a Costa do Marfim, para "fortalecer os esforços na luta contra os falsos medicamentos".

Um medicamento falsificado é um produto sem princípio ativo ou subdosificado [doses insuficientes], mas que também pode conter substâncias tóxicas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% dos remédios que circulam em todo o mundo são falsos. Metade dos medicamentos vendidos na internet são falsificados.

A África tornou-se o local favorito para traficantes de medicamentos falsificados, um negócio lucrativo. "Esse crime pode atingir cerca de 30% (de remédios em circulação) na África", disse o ministro marroquino, citando estatísticas da OMS. "Esta praga faz 700 mil mortes por ano de acordo com a OMS e o volume de negócios deste tráfico teria atingido 75 bilhões de dólares em 2010", disse ele.

Crime atinge doentes pobres

O professor francês Marc Gentilini, chefe do programa de saúde da Fundação Chirac, denunciou um "duplo crime" que "atinge não só os doentes, mas também os mais pobres que não têm acesso aos cuidados de saúde, especialmente na África”. Acabar com esse fenômeno exige "lutar contra a corrupção, presente no topo da hierarquia política", disse o ex-presidente da Cruz Vermelha francesa.

Nos primeiros dez meses de 2017, as autoridades marroquinas prenderam 52 pessoas envolvidas neste tipo de tráfico e apreenderam 32.584 remédios falsos contrabandeados, segundo dados divulgados na imprensa local nesta sexta-feira (23). Em 14 de fevereiro, as autoridades apreenderam 25 milhões de comprimidos de tramadol, um analgésico falsificado, destinado a um país africano em Tanger (norte do país), de acordo com a mesma fonte.

Em agosto de 2017, a Interpol anunciou a apreensão de 420 toneladas de produtos médicos falsificados, contrabandeados na África Ocidental.

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