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África

Presidente sul-africano evoca exemplo de Mandela em discurso

media Novo presidente da África do Sul evoca memória de Mandela e promete lutar contra a corrupção em primeiro grande discurso. REUTERS/Mike Hutchings

O novo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, prometeu na sexta-feira (16) um "novo começo" para o país. Ramaphosa tomou posse na quinta-feira (15), depois que o então presidente, Jacob Zuma, pediu demissão, marcado por escândalos de corrupção e má gestão econômica.

Durante seu primeiro grande discurso como presidente frente ao Parlamento, nesta sexta-feira (16), Ramaphosa apresentou seu programa de governo e evocou a memória de Nelson Mandela ao se comprometer a lutar contra a corrupção e a desigualdade.

"Guiados pelo exemplo de Mandela, nós vamos usar esse ano para reforçar nosso compromisso com lideranças e comportamentos éticos. [...] Nós vamos construir uma nova nação e confrontar as injustiças do passado e as desigualdades do presente", disse o líder do Congresso Nacional Africano (CNA).

"Temos que deixar para trás toda a negatividade que perturbou nosso país, porque um recomeço nos espera. Decisões difíceis deverão ser tomadas, especialmente para estabilizar a nossa dívida e reestabelecer a saúde de nossas empresas públicas", completou.

Promessas para a economia

Ramaphosa também se comprometeu a melhorar o crescimento econômico do país e desenvolver diversos setores, inclusive o de mineração, uma das principais fontes de renda na África do Sul, primeira economia do continente africano. 

O discurso anual deveria ter sido feito por Zuma há oito dias, mas foi adiado diante da crise política. Zuma, que foi convidado, não compareceu ao evento. Durante o discurso, o novo presidente agradeceu a paciência do povo sul-africano durante a transição política.

Ramaphosa também prometeu introduzir um salário mínimo, tomar iniciativas para lutar contra o crime, e até mesmo manter elementos do plano de Zuma de oferecer ensino superior a estudantes pobres.

O legado de Nelson Mandela

Ramaphosa, ativista que ajudou a escrever a primeira Constituição do país após o fim do apartheid, era o preferido de Mandela para tomar a liderança do CNA após o fim de seu mandato. No entanto, quando o partido escolheu Thabo Mbeki em seu lugar, Ramaphosa se afastou da política e se concentrou nos negócios.

Agora, de volta à política e com uma fortuna avaliada em US$ 450 milhões, de acordo com a revista Forbes, o homem de 65 anos afirma que quer guiar o partido de volta aos valores de honestidade e integridade defendidos por Mandela.

"É um novo começo inspirado pela nossa memória coletiva de Nelson Mandela e pelas mudanças que estão acontecendo", afirmou Ramaphosa durante o discurso.

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