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África

Ramaphosa, o preferido de Mandela, assume a presidência da África do Sul

media O presidente do Congresso Nacional Africano, Cyril Ramaphosa, fala para seus partidários no Cap Oriental, em 2017 REUTERS/Siphiwe Sibeko

O ex-sindicalista e empresário Cyril Ramaphosa assumiu oficialmente a presidência da África do Sul nesta quinta-feira (15), um dia depois da demissão de Jacob Zuma, acusado de corrupção e rejeitado pelo seu próprio partido. O chefe do ANC, o Congresso Nacional Africano, foi eleito pelo Parlamento sem surpresas e sem a necessidade de uma votação formal.

“Declaro Cyril Ramaphosa oficialmente eleito presidente da República da África do Sul”, disse o presidente da Corte Constitucional, Mogoeng Mogoeng. O novo presidente deve fazer seu primeiro discurso sobre o estado da nação no Congresso nesta sexta-feira (16).

Em sua primeira declaração, ele prometeu que a luta contra a corrupção será sua prioridade. “Os problemas de corrupção estão ligados à necessidade de melhorar as empresas públicas. Vou trabalhar duro para tentar não decepcionar o povo sul-africano."

Desde que assumiu o poder no Congresso, em dezembro, Ramaphosa tenta afastar Jacob Zuma do poder, para evitar uma derrota nas eleições gerais de 2019. O problema é que o ex-presidente se recusava a entregar o cargo, se dizendo inocente. “É o fim de um período onde o cargo mais alto do país foi usado para saquear os cofres da nação de maneira generalizada”, escreveu a Fundação Nelson Mandela, em um comunicado.

Herdeiro político de Mandela

Na quinta-feira (15) de manhã, os mercados reagiram à saída de Jacob Zuma. A Bolsa de Johhanesburgo registrou uma alta de 2,7%. A eleição de Ramaphosa marca o fim de um período de incertezas políticas e econômicas que afetaram o crescimento da África do Sul. Nas últimas semanas, Ramaphosa prometeu virar rapidamente a página da era Zuma, que teve a residência vasculhada pela polícia nesta quarta-feira (14).

Aos 65 anos, Ramaphosa concretiza o sonho de sua vida: dirigir a África do Sul. Nascido em Soweto, ele foi militante da luta contra o Apartheid. Em 1999, Ramaphosa, que era considerado como “o filho preferido” de Mandela, se apresentou como candidato à presidência do ANC. Mas os caciques do partido preferiram Thabo Mbeki. Decepcionado, ele dediciu deixar temporariamente a política para se dedicar ao empresariado.

Dono de uma fortuna de € 387 milhões (cerca de 1,55 bilhão), ele voltou à cena em 2012, sendo eleito vice-presidente da ANC. Ele assumiu a presidência do paetido em dezembro do ano passado.

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