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África

Presidente da África do Sul Jacob Zuma anuncia sua demissão

media O presidente Jacob Zuma durante uma entrevista SABC / capture d'écran

O presidente da África do Sul Jacob Zuma anunciou sua demissão nesta quarta-feira (14), após a ameaça do partido Congresso Nacional Africano (CNA) de tirá-lo do cargo através de voto parlamentar.

Em um discurso de 30 minutos, Zuma disse que ele “tomou a decisão de abandonar o cargo de Presidente da República”. “Servi ao povo da África do Sul da melhor forma que pude. Serei eternamente grato pela confiança que eles me deram”, declarou.

Nome sujo

A reputação de Jacob Zuma tem sido questionada por acusações e escândalos políticos que já duram anos. Ele foi aconselhado pelo CNA a deixar o cargo. “Eu contesto a decisão de minha própria base política, sempre fui um membro disciplinar do CNA”, afirmou.

Desde a chegada do vice-presidente Cyril Ramaphosa à liderança do CNA em dezembro de 2017, Zuma sofreu pressão para deixar a presidência mais cedo que o fim previsto para seu mandato, que iria até 2019.

“Eu disse que não estava de acordo com esse método. Acho muito estranho que meu partido me diga para ir embora apenas porque tem um novo presidente no CNA, essa regra não existe”, argumentou Zuma.

Trajetória conturbada

Jacob Zuma se tornou líder do partido CNA em 2007 e foi eleito presidente da África do Sul em 2009. Em 2012, policiais mataram 34 mineiros em greve na cidade de Marikana, provocando uma queda na popularidade de Zuma e uma onda de protestos que terminou com mais 60 mortes. No memorial de Nelson Mandela, em 2013, Zuma foi vaiado.

Reeleito pelo Parlamento em 2014 após a vitória do CNA nas eleições gerais, Zuma foi acusado pela Corte Suprema de desvio de fundos públicos para reformar sua residência privada. Após pressão, ele concordou em devolver parte do dinheiro.

O Parlamento deve eleger Ramaphosa presidente da África do Sul ainda nessa semana.

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