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África

Acusado de corrupção, Zuma tem 48 horas para deixar presidência da África do Sul

media O presidente sul-africano Jacob Zuma é acusado envolvimento em um escândalo de corrupção. REUTERS/Sumaya Hisham/File Photo

O partido Conselho Nacional Africano (ANC) decidiu na noite desta segunda-feira (12) dar um prazo de 48 horas para que o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, deixe o cargo. Acusado de envolvimento em um escândalo de corrupção, o chefe de Estado tenta se manter no poder.

Após nove horas de negociações, os representantes do ANC decidiram dar dois dias para que que Zuma deixe o cargo, segundo informações do canal de televisão local SABC. O presidente de 75 anos está enfraquecido após uma série de escândalos de corrupção envolvendo seu nome.

O chefe de Estado foi substituído em dezembro por seu vice-presidente, Cyril Ramaphosa. Desde a semana passada, o vice, que preside o ANC, está em discussão direta com Zuma para negociar os termos da demissão e assegurar a transição na liderança da África do Sul.

O conselho nacional executivo do ANC tem o poder de pedir a demissão de Zuma da presidência. No entanto, o partido tem todo o interesse para que o chefe de Estado se demita sem ser forçado. O equivalente a um impeachment acentuaria as divisões internas do partido, no poder desde o fim do regime do Apartheid, em 1994. 

Segundo a imprensa local, Zuma teria feito uma lista de exigências para deixar o poder. Uma das condições seria sua imunidade.

Essa não é a primeira vez que um presidente sul-africano é pressionado a se demitir. Em 2008, após ser eleito na liderança do ANC, Zuma participou das manobras para afastar Thabo Mbeki da presidência. Desde então, várias denúncias envolveram seu nome. 

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