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África

Presidente sul-africano é pressionado para deixar cargo

media Jacob Zuma, na Etiópia, em janeiro de 2018. REUTERS/Tiksa Negeri

No poder desde 2009 e suspeito em vários escândalos de corrupção, Jacob Zuma vem sendo pressionado para deixar o poder antecipadamente. O mandato do presidente sul-africano termina, em princípio, no meio de 2019.

Cyril Ramaphosa, presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), no poder no país, declarou nesta quarta-feira (7) estar em discussão direta com Zuma para negociar os termos da demissão e assegurar a transição na liderança da África do Sul.

O tradicional discurso sobre o estado da Nação, marcado para quinta-feira (8), foi adiado para uma data ainda desconhecida, algo inédito no país.  

"Saída digna"

O ANC quer buscar uma porta de saída “digna” para o presidente. A pressão para que ele se demita vem se acentuando desde que Cyril Ramaphosa foi escolhido para a presidência do partido.

Em comunicado, Ramaphosa diz que os dois homens se encontraram uma primeira vez na terça-feira (7), na Cidade do Cabo, e que as discussões devem ser concluídas e apresentadas ao ANC “nos próximos dias”. Esse processo, ele acrescenta, deverá levar a uma resolução da situação sem causar discórdia ou divisões no país.

Segundo o site de informações Times Live, citando fontes anônimas próximas a Zuma, o presidente fez uma lista de exigências para deixar o poder. Uma reunião aconteceu na residência oficial, em Pretória, entre Zuma e os seis principais integrantes da direção do partido, mas nenhuma informação foi disponibilizada sobre o encontro.

Não será a primeira vez que um presidente sul-africano é pressionado a se demitir. Em 2008, após ser eleito na liderança do ANC, Zuma participou das manobras para afastar Thabo Mbeki da presidência.

O ANC tem todo o interesse para que Zuma se demita sem ser forçado, o que acentuaria as divisões internas do partido diante da necessidade de uma moção de censura ou um processo de destituição. Uma moção de censura foi apresentada pela oposição, para ser votada em dez dias. É a décima moção de censura contra Zuma.

(com informações da AFP)

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