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África

Violência intercomunitária deixa pelo menos 80 mortos na Nigéria

media Crianças e mulheres do grupo étnico fulani, composto por pastores muçulmanos, foram assassiandos na Nigéria. Pelo menos 80 vítimas foram contabilizadas pelas autoridades locais. guardian.ng

Ao menos 80 pessoas morreram no estado de Benue, no centro da Nigéria, desde 31 de dezembro, em confrontos entre agricultores cristãos e criadores de animais muçulmanos, segundo indicou nesta terça-feira (9) um porta-voz dos serviços de emergência do país.

A violência entre agricultores cristãos e criadores de animais, em sua maioria muçulmanos, intensificou-se após o começo de 2018, em particular devido a uma nova lei que proíbe que pastores nômades se desloquem pelo interior do estado de Benue, na Nigéria.

Também foram registrados ataques em outros estados nigerianos, onde os habitantes se dividem com base em religiões e grupos étnicos, deixando claro que o governo federal não consegue impedir a violência intercomunitária.

"Oitenta mortos é o número que podemos mencionar por enquanto. Os ataques não param", disse Emmanuel Shior, secretário-executivo dos serviços de emergência de Benue (SEMA). De acordo com Shior, os ataques provocaram o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas nas regiões de Guma e Logo, que se dirigiram a quatro campos de refugiados.

Cerca de 80 mil refugiados

"Agora, o número (de pessoas deslocadas) é de 80 mil, porque os assassinatos continuam e algumas pessoas de outros estados estão correndo para Benue", acrescentou. "Nós suspeitamos que essas pessoas estão reagindo contra a proibição de pastoreio nômade de gado, aplicada pelo governador do estado".

A medida busca encorajar os pastores, que pertencem ao grupo étnico fulani, a abandonar a vida nômade e se instalar em fazendas. Isso, em teoria, deve evitar conflitos sangrentos com os agricultores já instalados em propriedades. Esses confrontos fazem parte dos conflitos agrários, exacerbados pelas tensões religiosas e étnicas, que já causaram milhares de mortes nas últimas décadas no país.

O centro de estudos International Crisis Group havia alertado em setembro de 2017 que os conflitos agrários estão se tornando "potencialmente tão perigosos quanto a insurreição do Boko Haram no nordeste" da Nigéria.

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