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África

Mugabe recebe ultimato para deixar presidência do Zimbábue

media Emmerson Manangagwa, ex-vice-presidente do Zimbábue, foi lançado candidato à presidência. REUTERS/Philimon Bulawayo

O partido no poder no Zimbábue, Zanu-PF, anunciou neste domingo (19) que apresentará ao Parlamento o procedimento de destituição do presidente Robert Mugabe, se ele não renunciar até o meio-dia desta segunda-feira (20).

O líder do Zimbábue, no poder há 37 anos, é o chefe de Estado em exercício mais idoso do mundo. Mugabe está com 93 anos e governa um país arruinado, onde a taxa de desemprego é de 90% da população.

Um dia depois de manifestações gigantescas, que reuniram milhares de pessoas nas ruas de Harare, Mugabe foi destituído de seu cargo de presidente do Zanu-PF e substituído pelo ex-vice-presidente Emmerson Manangagwa. O vice havia se demitido da função no dia 6 de novembro, após uma manobra da primeira-dama, Grace Mugabe, 52 anos, que ainda tentou suceder o marido no poder.

Transição política

O partido do governo nomeou Manangagwa, 75 anos, candidato às eleições presidenciais previstas para 2018. Conhecido como "O Crocodilo", ele foi um fiel escudeiro de Mugabe enquanto dirigiu a segurança pública.

Em outra decisão histórica, o Zanu-PF expulsou Grace Mugabe da legenda. "A eposa [de Mugabe] e outros se aproveitaram da delicada situação para usurpar o poder e saquear os recursos do Estado", disse outro dirigente do partido, Obert Mpofu.
   
Depois dos anúncios do partido, Mugabe reuniu-se várias vezes com os militares que assumiram o controle no país e o colocaram em prisão domiciliar. As Forças Armadas tentam convencer o velho líder a apresentar sua renúncia e se aposentar.

Sem aliados
   
Pela manhã, os veteranos de guerra da independência do Zimbábue pediram mais uma vez a renúncia do presidente. "Ele deveria renunciar. Se não fizer, isso, o exército deve terminar logo com ele", afirmou o chefe da poderosa associação de veteranos de guerra, Chris Mutsvangwa, horas antes de uma reunião de Mugabe com os militares. Pouco antes, a também influente juventude do Zanu-PF pediu a expulsão de Mugabe e de sua esposa.

O Zanu-PF foi até a semana passada um aliado fiel de Mugabe. Mas desde que o Exército tomou o controle do país, na quarta-feira (15), a legenda passou a defender a aposentadoria do chefe de Estado no poder desde 1980.
   
As manifestações de sábado (18) na capital do país, Harare, encerraram uma semana de crise política sem precedentes. Durante 37 anos, Mugabe liderou o Zimbábue reprimindo a oposição e impedindo qualquer tentativa de rebelião, mesmo diante da grave crise econômica.

A falta de liquidez e a extrema pobreza da população tornaram a situação insustentável.

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