Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/09 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 20/09 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 20/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 19/09 15h00 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 17/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 17/09 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
África

Fazendeiros condenados na África do Sul por tentar prender homem negro em caixão

media Sentados no banco do tribunal de Delmas, na África do Sul, os fazendeiros Willem Oosthuizen e Theo Martins, acusados de terem tentado prender um homem negro vivo dentro de um caixão, em 31 de julho de 2017. REUTERS/Siphiwe Sibeko/File Photo

Dois fazendeiros brancos foram declarados culpados nesta sexta-feira (25) na África do Sul, num episódio que chocou o país. Eles foram condenados pela tentativa de prender um homem negro, vivo, em um caixão, um ato que gravaram em um vídeo que provocou uma onda de indignação entre os sul-africanos.

"Declaro os dois acusados culpados de tentativa de assassinato", anunciou a juíza Segoptje Mphalele, do tribunal de Middelburg (nordeste), em uma sala de audiências lotada, que aplaudiu a decisão.

Os dois fazendeiros, Willem Oosthuizen e Theo Martins Jackson, também foram declarados culpados de sequestro, agressão e intimidação. Os acusados se declararam inocentes e compareceram ao julgamento em liberdade, depois que pagaram uma multa em julho.

O caso explodiu depois que que um vídeo de 20 segundos foi divulgado na internet. As imagens mostram um homem negro, Victor Mlotshwa, vivo dentro de um caixão. Um homem branco tenta fechar o caixão, enquanto a vítima grita e tenta impedir a todo custo.

Durante o anúncio da decisão, jovens do partido Congresso Nacional Africano, que governa o país, protestaram diante do tribunal com caixões improvisados. "Não há espaço para o racismo em nossa democracia", "a vida dos negros importa", afirmavam alguns cartazes exibidos pelos manifestantes.

Quase 25 anos depois do fim oficial do regime segregacionista do Apartheid, os ataques racistas persistem na África do Sul, especialmente em zonas rurais.

(Com informações da AFP)

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.