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África

Militar português em missão da UE entre vítimas de atentado no Mali

media Um ataque extremista a um resort frequentado por estrangeiros perto de Bamako, capital do Mali, deixou dois mortos neste domingo, mas cerca de trinta reféns foram libertados. REUTERS/ REUTERS TV

Dois trabalhadores da União Europeia (UE), uma maliense e um português, morreram no ataque extremista a um resort frequentado por estrangeiros perto de Bamako, capital do Mali, anunciou nesta segunda-feira (19) a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

"Lamentavelmente, posso confirmar que houve duas vítimas entre nossos colegas da UE", indicou Mogherini em uma coletiva de imprensa após uma reunião dos chanceleres europeus em Luxemburgo. As vítimas são um cidadão português que trabalhava para a missão de treinamento e formação do exército do mali e uma maliense que "trabalhava para a delegação europeia" nesse país africano, explicou Mogherini.

O sargento-ajudante Paiva Benido, militar português que morreu no Mali, na sequência do ataque no domingo, tinha 40 anos, casado e com duas filhas, era natural de Valongo e prestava serviço no Comando de Pessoal no Porto, informou uma fonte do exército português à agência Lusa.

O militar integrava o contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia no Mali, composto por 10 elementos.

O número de agressores não foi informado, mas pelo menos quatro deles morreram, segundo o ministro de Segurança do Mali, Salif Traoré. Os extremistas atacaram um resort em Kangaba, uma área de lazer situada na periferia de Bamako e muito visitado por estrangeiros. O atentado lembra outros cometidos pelos grupos radicais do Sahel nos últimos anos, como o da estação balneária da Costa do Marfim de Grand-Bassam (março de 2016, 19 mortos, incluindo oito estrangeiros).

Resort frequentado por franceses

"Foi um ataque jihadista. As forças especiais malienses intervieram" contra os agressores, declarou Traoré. Depois de horas de perseguição, "nós recuperamos os corpos de dois agressores que foram mortos", disse Salif Traoré a jornalistas, acrescentando que estavam "procurando os corpos de outros dois suspeitos", e sem informar se outros agressores teriam fugido.

"Eliminamos cinco terroristas", afirmou depois à AFP, sem indicar as nacionalidades dos envolvidos. "Conseguimos resgatar cerca de 36 clientes e trabalhadores do resort", acrescentou, entre eles, cerca de quinze franceses e malienses.

Uma hóspede franco-gabonesa morreu no hospital e outra vítima fatal está sendo identificada, segundo o ministério. As forças especiais malienses contaram com o apoio dos militares da operação francesa antijihadista Barkhane e da missão da ONU (Minusma).

"Alá é grande!"

Os atacantes gritaram "Allah akbar!" (Alá é grande!), contaram as várias pessoas resgatadas. A Forsat (Força especial antiterrorista), criada em 2016, "foi deslocada para o local", informou a televisão pública ORTM, acrescentado que o evento "pode se tratar de um ataque terrorista".

Uma testemunha explicou a um jornalista que viu um homem chegar em uma moto e depois disparar contra a multidão. Havia também "duas ou três pessoas" em outro vehículo. Os moradores locais relataram à AFP que ouviram disparos provenientes do local atacado, de onde vinha uma fumaça, constatou um jornalista da AFP, enquanto as forças de segurança chegavam ao lugar.

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