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África

Eleição em Angola vai tirar presidente do cargo após 38 anos no poder

media José Eduardo dos Santos durante evento em Luanda, em dezembro de 2016 REUTERS/Herculano Coroado

 O Conselho da República angolano, dirigido pelo presidente do país, José Eduardo dos Santos, anunciou nesta segunda-feira (24) a realização de eleições gerais em 23 de agosto. O pleito virar uma página da história de Angola, dirigida pelo mesmo chefe de Estado há 38 anos.

 Após o anúncio feito pelo Conselho da República, José Eduardo dos Santos deve convocar oficialmente os 9,6 milhões de eleitores do país para o pleito. Aos 74 anos de idade e no poder desde 1979, o chefe de Estado já avisou que não pretende tentar se reeleger.

“Todas as condições políticas, legislativas, financeiras, logísticas e de segurança estão reunidas para a realização de eleições gerais transparentes e sem obstáculos”, declarou o procurador João Maria de Sousa, porta-voz do Conselho da República, durante uma entrevista coletiva. Mas a oposição já expressou sua preocupação sobre a organização do pleito.

O regime de Santos é frequentemente acusado de violar os direitos humanos, principalmente por meio da repressão de protestos pela polícia e pela Justiça. Mais um exemplo foi registrado na semana passada, quando sete manifestantes da oposição foram condenados a 45 dias de prisão por terem pedido transparência na eleição.

Santos também é criticado por seus adversários por ter favorecido seus familiares durante seu governo. É o caso de sua filha Isabel dos Santos, nomeada presidente da Sonangol, a companhia petrolífera nacional. Junto com a Nigéria, o país é um dos principais produtores de petróleo da África subsaariana. Mesmo assim, os angolanos estão entre os mais pobres do continente.

Angola está na posição 164 da lista de 176 países que fazem parte do ranking sobre a corrupção da ONG Transparência Internacional.

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