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África

Nigéria se mobiliza três anos após sequestro das alunas de Chibok pelo Boko Haram

media Três anos após o sequestros, famílias das vítimas continuam manifestando, como nesse protesto, em janeiro de 2017 REUTERS/Afolabi Sotunde

 Várias manifestações foram realizadas nesta sexta-feira (14) na Nigéria para não esquecer as cerca de 200 adolescentes que foram sequestradas há três anos pelo grupo islamita Boko Haram em Chibok.

Em Abuja, capital federal, as mães das jovens começaram o dia pedindo às autoridades que atuem para libertar as 195 estudantes que continuam nas mãos do grupo extremista. Transmitido ao vivo pela rede de televisão nacional, o protesto reuniu cerca de mil pessoas, incluindo diplomatas.

Esther Yakubu, mãe de Dorcas, sequestrada em 14 de abril de 2014, acredita no futuro com sua filha, três anos depois do crime. "No ano passado, nenhuma havia sido encontrada. Mas hoje 24 voltaram para nós. É um progresso e, se Deus quiser, as outras as seguirão", declarou à AFP.

Em 14 de abril de 2014, enquanto as meninas faziam as provas, 276 alunas com idades entre 12 e 17 anos foram sequestradas. Após o rapto 57 delas conseguiram escapar.

Divulgado pela mídia do mundo todo, esse sequestro em massa gerou uma onda de indignação nas quais participaram muitas celebridades mundiais através das redes sociais, com o hashtag com a etiqueta #bringbackourgirls (Devolvam nossas meninas).

Várias reféns deram à luz no cativeiro

Em outubro de 2016, após negociações entre o Boko Haram e o governo, com a ajuda do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e da Suíça, 21 jovens foram liberadas. Algumas delas haviam dado à luz no cativeiro. Outras três foram encontradas nos arredores do bosque de Sambisa, onde se entrincheirou a facção do grupo dirigido por Abubakar Shekau.

Para Rebecca Samuel, mãe de Sarah, esses três anos foram um "pesadelo": "Está tão presente em meu espírito que tenho a impressão de que aconteceu ontem", disse. "Choro todo dia. Mas tenho a esperança de que minha filha volte um dia. Sei que o governo tenta trazê-las, mas acho que poderia fazer mais", lamenta.

"O Boko Haram continua sequestrando mulheres, meninas e também rapazes e criança, fazendo-os passar pelos piores suplícios: são estuprados, espancados e forçados a cometer atentados suicidas", denuncia Makmid Kamara, representante da Anistia Internacional para a Nigéria.

(Com informações da AFP)

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