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África

Em Paris, vice-presidente da Guiné Equatorial é julgado por desvio de dinheiro

media Teodorin Obiang fotografado em Malabo, em 2013 Jerome Leroy/AFP

Começou nesta segunda-feira (2) na capital francesa o julgamento de Teodorin Obiang, vice-presidente da Guiné Equatorial. Filho do chefe de Estado Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, ele é acusado de uso indevido de dinheiro público. Sua fortuna na França conta com uma mansão com mais de 100 quartos em um dos bairros mais nobres de Paris.

O processo foi aberto após acusações feitas pelas associações Sherpa e Transparência Internacional, que revelaram o patrimônio do vice-presidente, de 47 anos. Teodorin Obiang é proprietário de uma mansão na avenida Foch, na região do Arco do Triunfo, em Paris, estimada em mais de € 100 milhões. Na residência francesa, que possui 101 quartos, há torneiras banhadas a ouro e até uma discoteca. Ele também é conhecido por usar maletas cheias de dinheiro para fazer compras nas lojas de luxo da capital francesa.

Os juízes consideram que esse patrimônio seria fruto de “desvio de dinheiro público”. Segundo informações divulgadas durante o processo, entre 2004 e 2011, cerca de € 100 milhões vindos do Tesouro guinéu-equatoriano foram depositados na conta de Teodorin Obiang. Emmanuel Marsigny, advogado da defesa, acusa a França de ingerência e alega que o vice-presidente “sempre ganhou legalmente o dinheiro na Guiné Equatorial”, país onde mais da metade da população vive abaixo da linha da pobreza.

Ditadura africana foi tema de desfile da Beija-Flor em 2015

A Guiné Equatorial, país cujo português é um dos idiomas e que faz parte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), vive sob uma ditadura comandada há 35 anos por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo. A pequena nação africana ficou conhecida dos brasileiros em 2015, quando a escola de samba Beija-Flor decidiu homenageá-la.

A decisão foi alvo de polêmica, quando a imprensa revelou que o chefe de Estado teria doado R$ 10 milhões para patrocinar o desfile. O governo guinéu-equatoriano negou a acusação e disse que o patrocínio teria sido iniciativa de empresas brasileiras que atuam na Guiné Equatorial.

O processo de Teodorin Obiang em Paris, que vai durar vários dias, teve início sem a presença do acusado, que tentou adiar o julgamento até o último minuto, recorrendo até a instâncias internacionais.

A justiça também investiga o patrimônio construído na França pelas famílias de vários outros líderes africanos, entre eles Denis Sassou Nguesso, do Congo, e os ex-presidentes do Gabão, Omar Bongo, e da República Centro-africana, François Bozizé.
 

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