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Cabo de fibra ótica liga Brasil e Angola pelo oceano Atlântico

Cabo de fibra ótica liga Brasil e Angola pelo oceano Atlântico
 
O cabo submarino de 6.165 km da Angola Cables ligará Luanda à Fortaleza. Angola Cables/Divulgação

A distância entre Brasil e África vai parecer menor a partir de 2018. Um cabo submarino de 6.165 km está sendo construído em pleno oceano Atlântico e ligará Luanda, em Angola, até Fortaleza, no nordeste do Brasil. O objetivo é aumentar a qualidade da internet distribuída em Angola e no restante do continente africano através de uma fibra ótica com capacidade inicial de 40 tbps.

O projeto é da Angola Cables, empresa fundada pelas cinco maiores companhias de telecomunicação do país. Artur Mendes, diretor comercial da Angola Cables, explicou o projeto à RFI.

"Este será o primeiro cabo a cruzar o hemisfério sul pelo Atlântico. É um projeto que visa tornar mais fácil o acesso à América Latina e aos Estados Unidos, pois junto com o cabo Monet será bem mais rápido do que o que temos hoje. Ao mesmo tempo também queremos criar uma rota no hemisfério sul conectando a Ásia e o Oriente Médio, além da África e da América Latina, contrariando a rota do hemisfério norte que sempre foi feita no passado", esclarece Mendes.

O Sistema de Cabos do Atlântico Sul - SACS na sigla em inglês -, tem um orçamento de US$ 300 milhões, o equivalente a quase R$ 1 bilhão. O serviço prevê uma conexão com o cabo Monet, também em construção, que vai conectar São Paulo à Miami no ano que vem.

A velocidade da internet no continente africano deve aumentar consideravelmente. "Nosso objetivo é o futuro e a demanda pela internet é algo que vem aumentando a cada ano que passa. Esperamos poder conectar os continentes de maneira mais eficiente do que no passado", argumenta o diretor.

Projeto também beneficia o Brasil

Mas a África não será a única beneficiada com o projeto, o Brasil também vai usufruir do novo serviço: "O Brasil terá uma troca de tráfego com a África de forma direta, o que hoje é inexistente. O benefício da redução de cinco vezes do tempo de acesso de Angola para o Brasil também funciona do Brasil em relação à África. Ou seja, uma empresa brasileira que queira trocar tráfego com uma entidade que está em Angola poderá fazer de forma bem mais eficiente, pois ao invés de precisar ir do Brasil aos Estados Unidos, dos Estados Unidos à Europa, da Europa à África, virá direto do Brasil para a África", defende Mendes.


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